Sequestro do padre jesuíta Paolo Dall'Oglio completa 30 meses: ainda nenhuma notícia

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01 Fevereiro 2016

Se o padre Paolo Dall'Oglio foi sequestrado no dia 29 de julho de 2013 por um grupo de extremistas islâmicos próximos da Al-Qaeda na Síria – até hoje, ainda existem algumas dúvidas – hoje se completam 30 meses que não se tem nenhuma notícia do sacerdote jesuíta.

A reportagem é do sítio Il Sismografo, 29-01-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O padre Paolo Dall'Oglio (61-62 anos hoje) foi sequestrado depois de um apelo que ele havia dirigido ao Santo Padre para que o papa promovesse "uma iniciativa diplomática urgente e inclusiva pela Síria".

Antes do "confuso" desaparecimento, o padre Dall'Oglio era conhecido por ter fundado nos anos 1980, na Síria, a comunidade monástica síria Mar Musa (Damasco), local de culto que remonta à mais tardia tradição eremita, instituída com o objetivo de hospedar aderentes tanto de confissão católica, quanto de confissão ortodoxa.

Desde sempre, Paolo Dall'Oglio mostrou interesse pelo diálogo inter-religioso entre a Igreja Católica e o mundo islâmico. Desde menino, era fascinado pela Síria e voltou para lá com uma vocação: promover a paz entre muçulmanos e cristãos.

Há 30 anos, a Síria se tornou a sua casa, é lá que ele debate sobre a natureza de Deus com sunitas, cristãos, xiitas e alauítas, e ensina que os cristãos não deveriam simplesmente tolerar os muçulmanos, mas amá-los. Esse fervoroso ativismo produziu o seu afastamento exigido (e implementado) pelo governo sírio, que também ameaçou a sua expulsão durante o sufocamento dos protestos populares deflagrados em 2011.

O ostracismo foi executado no dia 12 de junho de 2012. Por um breve período, o frei se transferiu para Sulaymanya, no Curdistão iraquiano, acolhido na nova fundação monástica de Deir Maryam el Adhra.

No dia 31 de julho de 2013, na Igreja do Gesù, por ocasião da festa litúrgica de Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, o papa, ao se dirigir aos "coirmãos", dirigiu um afetuoso pensamento ao padre Dall'Oglio dizendo: "Penso no padre Paolo", manifestando a sua proximidade ao coirmão desaparecido e à sua família.

Na verdade, o porta-voz da Sala de Imprensa vaticana, padre Federico Lombardi, ressaltou frequentemente a atenção prestada por Francisco sobre o caso e o fato de que o pontífice acompanha de perto os progressos do inquérito iniciado pelo Ministério dos Assuntos Exteriores italiano, através da nunciatura de Damasco, atualmente em contato com a Cúria Generalícia dos jesuítas.

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