Papa irá à Suécia para o Jubileu da Reforma: reações protestantes

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28 Janeiro 2016

"É significativo para as relações ecumênicas o fato de que o Papa Francisco vai participar da comemoração da Reforma em Lund, na Suécia, no dia 31 de outubro": esse foi o tuíte com que o secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), o pastor luterano norueguês Olav Fykse Tveit, saudou a notícia da comemoração conjunta católico-luterana, em vista dos 500 anos da Reforma protestante que vão cair em 2017.

A reportagem é do sítio da agência Notizie Evangeliche (NEV), 27-01-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

De teor diferente foi o comentário instantâneo do pastor reformado Gottfried Locher, presidente da Comunhão de Igrejas Protestantes na Europa (CCPE), além da Federação das Igrejas Evangélicas da Suíça (FCES), divulgado nessa terça-feira, 26, aos microfones da RTS: "É um gesto forte, mas também ambivalente".

Para Locher, o papa não só antecipa em um ano o aniversário propriamente dito, mas, para comemorar o 499º ano da Reforma, ele irá viajar para a Suécia, e não para a Alemanha ou para a Suíça, berço da Reforma protestante, "e eu não acho que seja uma coincidência", diz.

No entanto, para Locher, não há dúvida de que se trata, aqui, de uma mão amiga do papa para os protestantes, que fortalece o diálogo: "Sinais como esses são extremamente importantes, porque criam confiança".

Locher, depois, anunciou a sua visita ao Vaticano e ao Papa Francisco no fim de fevereiro, uma oportunidade para salientar "que o mundo protestante é plural, composto não só por luteranos, mas também, dentre outros, pelos reformados".

A respeito das recentes notícias relativas à participação do Papa Francisco no lançamento do 500º aniversário da Reforma, fixado para a cidade sueca de Lund no dia 31 de outubro próximo – data em que o reformador Martinho Lutero fixou as suas 95 teses – e ao seu pedido de perdão dirigido às outras Igrejas cristãs, expressado na sua homilia por ocasião do encerramento da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, na basílica romana de São Paulo Fora dos Muros, a agência NEV pediu um comentário do pastor Heiner Bludau, decano da Igreja Evangélica Luterana na Itália (CELI).

O decano quis citar o papa, que há um ano já disse: "A unidade dos cristãos – estamos convencidos disso – não será o fruto de refinadas discussões teóricas, nas quais cada um tentará convencer o outro do fundamento das próprias opiniões. Virá o Filho do homem e nos encontrará ainda nas discussões. Devemos reconhecer que, para alcançar a profundidade do mistério de Deus, precisamos uns dos outros, encontrarmo-nos e debatermos sob a orientação do Espírito Santo, que harmoniza as diversidades e supera os conflitos, reconcilia as diversidades".

Bludau salienta que essas palavras foram pronunciadas pelo Papa Francisco exatamente há um ano, por ocasião das Vésperas no encerramento da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos: "Desde então e sem parar, o papa trabalha pela realização dessas palavras: encontro, pedido de perdão como pré-requisito da reconciliação, reconhecimento das diversidades. Agora, ele anunciou mais um passo: a sua participação na abertura do Jubileu da Reforma de 2017 promovida pela Federação Luterana Mundial, em Lund, na Suécia, no próximo dia 31 de outubro de 2016. Alegro-me muito com isso. Desde a escolha do local, evidencia-se que o centro das celebrações não pode ser vinculado exclusivamente às particularidades históricas da Reforma na Alemanha ocorridas há 500 anos. Em vez disso, e em uma ótica global, devem ser postas no centro as respostas comuns aos desafios do futuro".

O decano Bludau, além disso, está convencido de que uma comemoração conjunta da Reforma relembrará à Igreja Católica Romana que ela também foi transformada pelos acontecimentos de 500 anos atrás: "E isso, por outro lado, vai nos ajudar a evitar de nos autodefinirmos através de posições históricas contrapostas, em vez da nossa fé no Senhor da Igreja 'una', como confessamos no Credo. Naturalmente, essa iniciativa está fortemente marcada pela pessoa do Papa Francisco. E muitas questões teológicas continuam ainda em aberto. Mas o documento 'Do conflito à comunhão' e também a existência agora de uma liturgia comum indicam, ao menos em essência, a possibilidade e a disponibilidade de fixar em palavras e em estruturas o terreno que recém começamos a explorar".

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