Que Francisco queira os padres casados “é mais do que uma intuição”

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18 Janeiro 2016

Norberto Saracco é um pastor pentecostal argentino, fundador de uma faculdade internacional de estudos teológicos ativa em numerosas nações e com professores pertencentes a diversas confissões cristãs. É amigo de longa data de Jorge Mario Bergoglio e dois meses após sua eleição a Papa teve com ele um longo colóquio confidencial no seu apartamento em Santa Marta, junto a uma meia dúzia de outros amigos argentinos. No verão de 2015 Saracco referiu daquele colóquio a Roberto Draper, o autor da história de cobertura dedicada ao Papa Francisco, do número de agosto da revista National Geographic.

A reportagem é de Sandro Magister, publicada por L'Espresso, 14-01-2016. A tradução é de Benno Dischinger.

E, do seu conto, se deduz uma ulterior confirmação da vontade de Francisco de abrir uma passagem ao clero casado na Igreja católica latina, como foi antecipado por três recentes serviços de Chiesa.

Daquele encontro em Santa Marta, o pastor Saracco recorda a decidida afirmação de Francisco de “querer introduzir mudanças de imediato” em vários campos da vida da Igreja, embora sabendo – palavras suas – que “se teria feito um monte de inimigos”. E, quando o pastor perguntou ao Papa se também pretendia remover o vínculo do celibato para os padres, isto é o que captou e depois contou:

“Se Francisco saberá sobreviver à pressão da Igreja e aos êxitos do sínodo sobre a família, penso que depois deste sínodo estará pronto a por em discussão o celibato”.

Ao jornalista do “National Geographic”, que lhe perguntou se era isto que o Papa lhe havia dito ou, quem sabe, se baseava numa intuição, Saracco “sorriu discretamente e disse: ‘É mais que uma intuição’”.

 

 

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