Abrolhos, a nova vítima da tragédia

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13 Janeiro 2016

Ibama alerta para suspeita da chegada da lama de rejeitos minerais da barragem da Samarco no Parque Nacional Marinho de Abrolhos, um verdadeiro santuário no oceano.

A reportagem foi publicada por Greenpeace Brasil, 08-01-2016.

Após arruinar comunidades inteiras e tirar a vida do Rio Doce, a lama que vazou com o rompimento da barragem da mineradora Samarco em Mariana (MG) pode alcançar o litoral da Bahia, na região de Porto Seguro, Trancoso e do Parque Nacional de Abrolhos, que fica a 70 km da costa.

A suspeita de uma nova extensão da maior catástrofe ambiental do país foi anunciada na noite de ontem pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais e Renováveis (Ibama). Segundo o órgão, até agora a lama forma uma extensão de 392km2 de minério junto à foz do Rio Doce. Mas a área de sedimentos em menor concentração chega a quase 6,2 mil km2 na costa brasileira. Os resultados completos do Ibama devem sair no prazo de dez dias.

Pérola do litoral baiano, Abrolhos foi o primeiro Parque Nacional Marinho criado no Brasil, em 1983, com aproximadamente 910 km2. É a zona mais importante em biodiversidade marinha do Atlântico Sul, onde está o maior e mais exuberante banco de corais dessa parte do oceano. Além disso, Abrolhos é lar de mais de 1,3 mil espécies de invertebrados, peixes, tartarugas, aves e mamíferos marinhos.

Se for comprovado a presença de rejeitos minerais provenientes da Samarco na região, os danos ambientais causados pela lama nesse paraíso marítimo têm grandes chances de devastar a região. Para começo de conversa, as águas em zonas de corais são transparente, permitindo grande absorção de luz solar para a fotossíntese desses seres. Com o avanço da lama, os corais ficariam com o seu “céu” totalmente encoberto, levando à falta de oxigênio e à morte de todos os seres vivos que dependem desse ciclo natural.

Vale lembrar que além de ambientais, a chegada de sedimentos de minério à Bahia deve causar impactos significativos no turismo da região.

Notificada pelo Ibama, a Samarco também deve iniciar uma análise da água no local. A empresa ainda não foi multada pela nova ocorrência e no mês passado recorreu das cinco multas estipuladas no valor de R$50 milhões cada, mesmo diante de toda a catástrofe causada após a lama de rejeitos minerais vazar de uma de suas barragens em 5 de novembro do ano passado.

Em 2009, o Greenpeace lutou pela região de Abrolhos pedindo uma moratória da exploração de petróleo no entorno da região, que à época estava ameaçada pelo interesse da ANP (Agência Nacional de Petróleo) em expandir a exploração de gás e óleo no entorno do Parque.

Resultados sobre água do Rio Doce

O Greenpeace vem atuando em parceria com o coletivo científico-cidadão GIAIA (Grupo Independente de Avaliação do Impacto Ambiental), formado por pesquisadores voluntários de diferentes universidades e institutos brasileiros, para analisar a qualidade da água no Rio Doce como também dos detritos minerais e seus impactos na fauna e na flora da região impactada.

O coletivo divulgou no fim de dezembro um Relatório Parcial sobre a contaminação da bacia a partir de coletas realizadas em campo entre os dias 4 e 8 de dezembro. As amostras apontaram para índices de manganês, arsênio e chumbo muito acima do permitido. 

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