Traços de Maria

Revista ihu on-line

Diálogo interconvicções. A multiplicidade no pano da vida

Edição: 546

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Mais Lidos

  • Nunca se viu no Brasil um governo tão abençoado pelas igrejas

    LER MAIS
  • Cardeal Hollerich “está aberto” ao sacerdócio das mulheres

    LER MAIS
  • "A REPAM é fazer conectar aquilo que é comum de todos". Entrevista com João Gutemberg Sampaio, novo secretário executivo

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


18 Dezembro 2015

A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho de Jesus segundo Lucas 1, 39-45 que corresponde ao Quarto Domingo de Advento, Ciclo C do Ano Litúrgico. O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto.

Eis o texto

 
http://www.periodistadigital.com/religion/

A visita de Maria a Isabel permite ao evangelista Lucas colocar em contato João Batista e Jesus antes inclusive de terem nascido. A cena está carregada de uma atmosfera muito especial. As duas vão ser mães. As duas foram chamadas a colaborar no plano de Deus. Não há homens. Zacarias ficou mudo. José está surpreendentemente ausente. As duas mulheres ocupam toda a cena.

Maria chegou depressa desde Nazaré e converte-se na figura central. Tudo gira em torno dela e do seu Filho. A sua imagem brilha com uns traços mais genuínos do que muitos outros que lhe foram acrescentados posteriormente a partir de atributos e títulos mais afastados do clima dos evangelhos.

Maria, «a mãe do meu Senhor». Assim o proclama Isabel aos gritos e cheia do Espírito Santo. É certo: para os seguidores de Jesus, Maria é, em primeiro lugar, a Mãe do nosso Senhor. Este é o ponto de partida de toda a sua grandeza. Os primeiros cristãos nunca separam Maria de Jesus. São inseparáveis. «Bendita por Deus entre todas as mulheres», ela oferece-nos Jesus, «fruto bendito do seu ventre».

Maria, a crente. Isabel declara-a ditosa porque «acreditou». Maria é grande não apenas pela sua maternidade biológica, mas por ter acolhido com fé a chamada de Deus para ser Mãe do Salvador. Soube escutar Deus; guardou a Sua palavra dentro do seu coração; meditou; pôs em prática cumprindo fielmente a sua vocação. Maria é Mãe crente.

Maria, a evangelizadora. Maria oferece a todos a salvação de Deus que acolheu no seu próprio Filho. Esse é o seu grande mistério e o seu serviço. Segundo o relato, Maria evangeliza não só com os seus gestos e palavras, mas porque aonde vai leva consigo a pessoa de Jesus e o Seu Espírito. Isto é o essencial do ato evangelizador.

Maria, portadora de alegria. A saudação de Maria contagia a alegria que brota do Seu Filho Jesus. Ela foi a primeira a escutar o convite de Deus: «Alegra-te... o Senhor está contigo». Agora, desde uma atitude de serviço e de ajuda a quem necessita, Maria irradia a Boa Nova de Jesus, o Cristo, a quem sempre leva com ela. Ela é para a Igreja o melhor modelo de uma evangelização alegre.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Traços de Maria - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV