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17 Julho 2015

"Como imaginar abastecer com água uma população de São Paulo, que terá aproximadamente 40 milhões de pessoas ao final deste século, com o alto índice de desmatamento e ocupação de áreas de mananciais?", pergunta Francisco Oliveira, engenheiro Civil, mestre em Mecânica dos Solos, Fundações e Geotecnia e fundador da Fral Consultoria, em artigo publicado por EcoDebate, 15-07-2015.

Eis o artigo

A questão ambiental está em alta hoje. Como administrar o lixo, o meio ambiente e sustentabilidade tem pautado encontros de ambientalistas e especialistas na área. Recordo-me que há mais ou menos 40 anos, existia o personagem “Sujismundo” que, em diversos “flashes”, mostrava os danos causados pela sujeira em vias públicas, além da falta de higiene. Sua imagem esteve presente em desenhos animados, outdoors, adesivos, camisetas, cartazes, etc. Se você perguntar para seu filho ou neto, com certeza ele não vai saber sobre o que falamos. Este personagem desapareceu de nossas vidas como se o assunto junto á população já tivesse sido resolvido. Porém o problema continua a nos assombrar.

O uso de outras ferramentas de comunicação como aconteceu nos anos 70 com o “Sujismundo”, criadas para alertar a população sobre problemas relacionados ao meio ambiente e temas ligados ao lixo, está condicionado a relevância que o tema tem no dia a dia da sociedade. Além da importância que os gestores públicos e privados dão a estes temas.

Lembro-me dos vídeos produzidos pelo Vale do Rio Doce, onde era enaltecida a conservação de florestas e manutenção de mananciais. Apesar de antigos, os vídeos são de extrema relevância e continuam atuais.

O público ainda não está totalmente preparado para novas estratégias de comunicação voltadas para divulgar temas ambientais. Hoje, quem atua nos meios digitais e na internet deveria se pré dispor e colaborar para que haja uma conscientização para melhorar a qualidade de vida.

Neste sentido, também os governantes têm uma parcela extremamente importante em dar continuidade nas ações educadoras, utilizando de todos os meios contemporâneos e de comunicação disponibilizando equipamentos e serviços (papeleiras, caixas de lixo,serviços regulares de coleta, etc.) que facilitem a interação com a população.

Finalmente cabe colocar em caráter provocativo algumas propostas que poderiam ser pensadas para futuras discussões e sensibilização da população como, por exemplo: é possível ser realizado um campeonato de surf em meio a um mar de garrafas pet e rejeitos orgânicos como foi recentemente noticiado? Como realizar uma regata transoceânica ou na costa brasileira em meio a grandes ilhotas de lixo como aquelas que já se acumulam no Pacífico entre a costa oeste dos EUA e o Japão? Como imaginar abastecer com água uma população de São Paulo, que terá aproximadamente 40 milhões de pessoas ao final deste século, com o alto índice de desmatamento e ocupação de áreas de mananciais?

São questões que precisamos pensar e refletir agora, para que surjam melhores perspectivas amanhã.

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