Raptado o padre Mourad, em primeira linha com Dall'Oglio

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26 Mai 2015

Foram prendê-lo no mosteiro de Mar Elian, uma construção em pedra no oásis nos arredores da cidade de Qaryatay – pouco mais de noventa quilômetros a oeste de Palmira -, os jardins e os terrenos atrás da igreja acolhendo centenas de homens, mulheres e crianças em fuga de Isis.

A reportagem é de Gian Guido Vecchi, publicada no jornal Corriere della Sera, 23-05-2015. A tradução é de Benno Dischinger.

O Padre Jacques Mourad, o prior sírio-católico, estava organizando ajuda às famílias emigradas de Palmira. Quando foi raptado, no início da tarde de quinta-feira, por três homens armados com o rosto encoberto: chegaram em duas motos, e o obrigaram a segui-lo em seu carro. Com o padre Mourad foi sequestrado também um diácono, Boutros Hanna.

Mar Elian faz parte da comunidade monástica de Deir Mar Musa, fundada em 1991 pelo jesuíta Paolo Dal’ Oglio precisamente junto com o padre Mourad. O prior sabia que arriscava a sorte do amigo jesuíta, raptado em Raqqa aos 29 de julho de 2013 e do qual não se soube mais nada. Há quatro anos acolhia milhares de prófugos, na maioria muçulmanos.

O Padre Nawras Sammour, diretor do “Jesuit Refugee Service” do Oriente Médio, explicou à fundação “Ajuda à Igreja que sofre” que os sequestradores “pertencem seguramente a um grupo jihadista”. Na quinta-feira de manhã o padre Mourad publicou uma mensagem no site (www.marfmoussa.info) da comunidade: “Os extremistas “Daech” se aproximam da cidade após a conquista de Palmira, mataram, cortaram cabeças... É terrível o que vivemos, hoje estamos aqui, amanhã não se sabe. A vida fica complicada. Rezai por nós”.

Uma hora antes do rapto estava ao telefone com o jesuíta Ziad Hilal, de Homs, que conta: “Eu lhes dizia de irem embora por um tempo, e me respondeu: como padre e pastor jamais deixarei o lugar enquanto houver gente, a não ser que me expulsem”.

Na Rádio Vaticana, o padre Hilal fala de “pânico” em Homs pelo avanço jihadista. O núncio Mario Zenari recorda que os religiosos raptados são seis.

Ontem o Papa Francisco escreveu via Twitter: “Senhor, manda o Espírito Santo a dar consolação e fortaleza aos cristãos perseguidos”. E concluindo: “Nesta noite, nas dioceses, se rezará pelos ‘novos mártires’”.

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