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22 Fevereiro 2015

O cardeal vigário Agostino Vallini tinha preparado os sacerdotes da diocese de Roma recomendando a leitura do documento Ars Celebrandi, que o cardeal Jorge Mario Bergoglio havia proferido em 2005 para a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos [disponível aqui, em italiano]. A ocasião, afinal, era das mais importantes: o papa explicaria como deve ser a homilia perfeita no costumeiro encontro quaresmal com o clero romano.

A reportagem é de Matteo Matzuzzi, publicada no seu blog Porpora, 19-02-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Assim, na manhã dessa quinta-feira, Francisco fez um discurso inteiramente de improviso, em que delineou os contornos dentro dos quais deve se mover o sacerdote que lida com o esforço da pregação dominical, sobre cuja eficácia os fiéis têm mais de um comentário a fazer: "Um padre, uma vez, tinha ido se encontrar com os seus pais, e o seu pai estava contente porque tinha encontrado uma igreja onde se faz a missa sem homilia", disse o pontífice ao auditório reunido na Sala Paulo VI.

E isso não deve acontecer. O que é preciso fazer é "recuperar o fascínio da beleza, o estupor tanto de quem celebra, quanto das pessoas. É preciso entrar em uma atmosfera espontânea, normal, religiosa, mas não artificial".

Só assim, acrescentou, "recupera-se o estupor, aquilo que se sente no encontro com Deus". Estupor que "nos atrai e nos deixa em contemplação" e, "contra o estupor, vai todo tipo de artificialidade". É indispensável – na opinião do papa – "pregar normalmente diante de Deus, com a comunidade".

Não ao padre showman

Francisco ressaltou a inutilidade de sermões muito longos ou muito complexos: "Quando vemos um sacerdote que prega de modo sofisticado ou artificial, que abusa dos gestos, não é fácil que se dê esse estupor, essa capacidade de fazer entrar no mistério".

Celebrar, ao invés, "é entrar e fazer entrar no mistério. É simples, mas é isso. Se sou excessivamente rígido, não faço entrar no mistério".

Bergoglio citou o exemplo da sua sobrinha, professor de Letras na Universidade: "Ela vive com a sua família entre duas paróquias. Em uma paróquia, há um padre bom, que prega bem, e na outra há um sacerdote bom, mas que não tem o carisma da pregação. Às vezes, eu a telefono chamada para saber como está, e uma vez ela me disse: 'Ouvi uma bela lição de 40 minutos sobre a Summa de São Tomás. Belíssima'. Foi para a escola".

Mas o padre que ama um pouco demais a exibição durante a missa também acabou na mira do papa: "Se sou um showman, não faço entrar no mistério".

Leituras aconselhadas

"Há algo na homilia que porta consigo a graça, como se fosse um sacramental forte, e há algo de provisório, que depende de quem prega", observou Francisco, dando também alguns conselhos para a leitura: "Dois livros que me fizeram muito bem, um de Domenico Grasso sobre a pregação, um livro correto na teologia, e o outro de Hugo Rahner, que se diferencia do irmão Karl pelo fato de qu escreve claramente: ele dizia que queria traduzir as obras do seu irmão ao alemão...".

A crítica do cardeal Ratzinger

Por fim, Francisco lembrou uma anedota curiosa que remonta justamente a 2005, quando foi chamado para falar na Congregação para o Culto Divino: "O cardeal Meisner me criticou por algumas coisas, e, então, o cardeal Ratzinger me disse que faltava uma coisa na homilia: sentir-se diante de Deus. E ele tinha razão. Eu não tinha falado disso".

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