Sínodo debate criação de órgão internacional de defesa da liberdade religiosa

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29 Outubro 2012

O Sínodo dos Bispos sobre a nova evangelização irá encerrar neste domingo, 28, após três semanas de deliberações. Quando esta coluna foi escrita, os bispos ainda estavam debatendo as proposições finais. Felizmente, Dom Gerald Kicanas, bispo de Tucson, Arizona, EUA, ofereceu um resumo útil em seu blog diário sobre o Sínodo (disponível aqui, em inglês).

A reportagem é de John L. Allen Jr., publicada no jornal National Catholic Reporter, 26-10-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Na maior parte, as proposições são previsíveis com base nas discussões do Sínodo – apelos pelo reforço da paróquia, da família e do encontro com os jovens, por exemplo –, mas são vagas o suficiente a ponto de não apontarem imediatamente para iniciativas realmente novas.

De vez em quando, no entanto, um sínodo gera uma ideia concreta que realmente tem força. O Sínodo de 1985 sobre o 20º aniversário do Concílio Vaticano II, por exemplo, apontou para a ideia de publicar um catecismo católico universal. Trabalho que começou um ano depois, e o catecismo foi lançado em 1992.

Uma candidata para ser o grande avanço do Sínodo de 2012 é uma proposta que pede a criação de um novo órgão global de cardeais e de outros prelados para promover a liberdade religiosa em todo o mundo.

A ideia foi proposta por figuras de língua inglesa no Sínodo como os cardeais George Pell, de Sydney, Austrália, e Dolan, dos EUA. De acordo com Pell, ela rapidamente atraiu um forte apoio de outras regiões, incluindo o Oriente Médio, África e Ásia.

Como se sabe, os bispos dos EUA estabeleceram um comitê ad hoc sobre a liberdade religiosa em setembro passado, concebido para lutar contra o que eles veem como um conjunto crescente de batalhas Igreja/Estado. Embora as opiniões sobre esse esforço estejam divididas, não há dúvida de que os bispos estão levando a questão a sério, e de muitas maneiras o comitê se tornou o motor que está conduzindo o trem do estabelecimento de políticas dentro da conferência episcopal.

O sonho por esse novo órgão global é de que ele poderia desempenhar um papel semelhante pela Igreja universal, passando a bola para ameaças mais letais e diretas para os cristãos e pessoas de outras religiões em um número crescente de zonas quentes globais. A dura realidade é de que estamos testemunhando o surgimento de uma nova geração de mártires cristãos no início do século XXI, estimados em 150 mil a cada ano. E se o fato de defender essas pessoas não pode engajar as energias unificadas da Igreja – esquerda, direita e centro –, ainda não está nada claro se outra coisa jamais poderia.

Na realidade, há uma preocupação entre alguns bispos de que esse novo órgão poderia se transformar em um veículo para a arrogância e a provocação, especialmente com relação ao Islã.

"Nós não podemos simplesmente invadir, bater na mesa e dizer que exigimos isto, mais isto e aquilo", disse Dom Kieran Conry, bispo de Arundel e Brighton, Reino Unido, em uma sessão com os repórteres no dia 20. "Há todos os tipos de sensibilidades culturais dentro de outros grupos religiosos".

Dito isso, praticamente todos reconhecem que esse é um problema real e que algo precisa ser feito.

Em uma entrevista com o NCR, Pell disse que os detalhes ainda estão sendo trabalhados – se esse novo órgão terá sede em Roma, por exemplo, e, em caso afirmativo, sob a égide de quem (tanto o Pontifício Conselho Justiça e Paz quanto a Secretaria de Estado foram mencionados). Também não está claro quem iria formar parte dele, embora o desejo claro seja o de incluir bispos provenientes das zonas mais afetadas, começando pelo Oriente Médio.

Sem dúvida, esse novo órgão pode nunca sair do papel ou pode emperrar como qualquer outro beco sem saída burocrático. No entanto, se for lançado com entusiasmo e compromisso, poderia se tornar um divisor de águas.

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