Cristãos e jornalistas correm perigo no Afeganistão sob o Talibã

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23 Agosto 2021

 

 

“Por favor, orem para que a Igreja afegã tenha força e resistência”, imploram líderes da Igreja Subterrânea em comunicado divulgado pela Global Catalytic Ministries (GCM) na terça-feira, 17 de agosto. O Talibã, que se autodenomina Estado Islâmico do Afeganistão, persegue cristãos, jornalistas e quem colaborou com norte-americanos, que correm risco de morte.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista. 

“O Talibã tem uma lista alvo de cristãos conhecidos que almeja perseguir e matar. A Embaixada dos Estados Unidos foi cerrada e não há mais um lugar seguro para pessoas crentes se refugiarem”, diz a declaração. Todas as fronteiras com países vizinhos estão fechadas.

Rex Rogers, presidente do SAT-7, uma mídia cristã sem fins lucrativos, relatou, em matéria radiofônica, que o Talibã, segundo fontes confiáveis do Afeganistão, verifica telefones celulares das pessoas e se encontrarem dispositivo baixado contendo conteúdos bíblicos elas são mortas imediatamente.

Da Igreja Subterrânea vem a informação de que mulheres e adolescentes femininas estão sendo raptadas e vendidas como escravas sexuais. “Os maridos e pais dão armas às esposas e filhas com a recomendação de que, se o Talibã vier, escolham entre matá-los ou suicidar-se”.

Além dos cristãos, o Talibã persegue afegãos que trabalharam com os militares estadunidenses como tradutores. Muitos deles estão sendo executados, contou o pregador e apresentador Joel Richardson.

A agência de notícias Ansa reportou que há diversos relatos de comunicadores que foram mortos ou desapareceram desde o início da queda do governo afegão. Andadullah Hamdadr, que trabalhava como tradutor para jornalistas alemães, foi assassinado no início do mês.

Sem divulgar nomes, a Deutsche Welle confirmou a morte de familiares de jornalista que trabalhava para a organização. O profissional já estava fora do Afeganistão, cobrindo pautas na Alemanha. Mesmo assim, milícias talibãs foram à casa dele em Cabul e atacaram familiares, matando uma pessoa, ferindo outra.

“É uma tragédia inconcebível. Ela exemplifica o perigo no qual todos os profissionais [de imprensa] e suas famílias se encontram no Afeganistão”, declarou à Ansa o diretor-geral da Deutsche Welle, Peter Limbourg. “Está claro que o Talibã já realiza buscas sistemáticas por jornalistas, tanto em Cabul quanto nas províncias”, agregou.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), somente neste ano pelo menos sete jornalistas foram assassinados no Afeganistão.

Em discurso na Câmara dos Comuns, parlamentares do Partido Democrático Unionista, instaram o primeiro-ministro Boris Johnson a resgatar os 228 missionários cristãos, “atualmente sob sentença de morte”, que precisam sair do Afeganistão.

Johnson informou à Câmara dos Comuns que o Reino Unido garantiu o retorno de 306 cidadãos e 2 mil cidadãos afegãos “como parte do nosso programa de reassentamento”. Ele prometeu reassentar pelo menos 5 mil afegãos, talvez até 20 mil no total.

A organização Portas Abertas coloca o Afeganistão como o segundo país mais perigoso do mundo para pessoas cristãs. “Deixar o Islã é considerado vergonhoso e os convertidos enfrentam consequências terríveis se sua nova fé for descoberta”, explicou.

Líder da Igreja local revelou que há 20 anos não havia muitos cristãos no Afeganistão, “mas hoje estamos falando de 5 mil a 8 mil cristãos locais”. A GCM está armazenando um “baú de guerra” que pretende coletar, até o dia 11 de setembro, 500 mil dólares para apoiar e colocar famílias cristãs em segurança, na realocação dessas pessoas. Muitas delas buscam refúgio na região montanhosa do país e precisam alimentos, água e medicamentos.

 

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