Paróquia como um hospital de campanha. “Levo a Igreja em saída até os últimos e os mais frágeis”

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15 Março 2021

“Quando o Papa Francisco falou da Igreja em saída e como um hospital de campanha, senti-me reconhecido e confirmado. E isso me levou a dar mais. A Igreja deve ousar, correr riscos, como ele faz. Passos concretos, não tantas palavras”. Assim reflete dom Andrea Conocchia, pároco da Santíssima Virgem Imaculada em Torvaianica, litoral sul de Roma, na periferia da capital. Durante o lockdown ficou conhecido como o "pároco dos transexuais", porque atendeu ao pedido de ajuda daquelas pessoas em grande dificuldade, que através dele escreveram ao Papa, que "respondeu com rapidez, enviando o Esmoleiro, cardeal Konrad Krajewski". Mas ele é modesto. “Eu esperava de tudo, menos que me tornasse famoso. Minha intenção é me colocar a serviço de cada um. A paróquia como um hospital de campanha, mas realmente acessível a todos. Gostaria de ser visto como o pároco das pessoas, de todo mundo, que pode ser um transexual, um muçulmano, um cigano, um italiano. Por isso me sinto um pároco em saída, experimentando efetivamente o hospital que nos pede para ser o Papa Francisco. Um pronto-socorro, dando o que posso dar. Depois se pode fazer o diagnóstico, mas no imediato a intervenção de emergência é a mais necessária”.

A reportagem é de Antonio Maria Mira, publicada por Avvenire, 13-03-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

Dom Andrea encontrou-se com Bergoglio várias vezes. “Cheguei a Torvaianica a 23 de setembro de 2019, depois de ter concelebrado com ele na véspera em Albano”. Antes, de 2007 a 2019, foi pároco na Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria em Lido dei Pini. “Lá era de fato uma Igreja em saída, porque eu não tinha igreja paroquial e celebrava ao ar livre, na praia, nos parques de campismo, entre os pinheiros, em algumas capelas improvisadas. A Igreja em saída é aquela que realmente se dirige ao território onde as pessoas habitam e vivem, onde dialogamos, onde escutamos”. Em Torvaianica, por outro lado, possui uma grande estrutura que abriu para a comunidade. “Especialmente durante a pandemia, deu-me a oportunidade de experimentar em primeira mão que a paróquia e a comunidade paroquial, se quiserem, podem ser realmente abertas e acolhedoras para todos”. Sempre olhando para Francisco. “Ele pediu para montar o ambulatório, a lavanderia, o barbeiro para os sem-teto, nós fizemos os testes covid para os mais pobres. É concretude, é proximidade, não por fingimento, é real. E nisso Francesco nos ajuda por meio do padre Konrad. E nós o ajudamos levando para ele o que alguns empresários da área de alimentos nos dão. Assim nasceu a troca de caridade com a Esmolaria. As minhas amigas transexuais frequentemente me enviam mensagens de voz para agradecer ao Papa e eu as transmito ao Esmoleiro”.

Claro, nem todos os paroquianos entendem. “Sinto-me um pouco incômodo para as pessoas de bem, mas até Francisco parece-me que é ... Nem todos gostam de mim, mas muitos me dizem: ‘Graças a Deus que você chegou, graças a Deus a paróquia me ajuda’. O Senhor não veio pelas ovelhas gordas, mas pelas perdidas. É uma perspectiva que não é facilmente acolhida e vivida. Eu celebro pela manhã porque à tarde eu me encontro com as pessoas e escuto, escuto, escuto. Isso, para mim, é fazer pastoral, a pessoa é central. O Papa nos ensina isso, ele não evita os encontros, não evita as pessoas. Esta é a revolução de Francisco, ele é um de nós, como nós. Ele é um Papa padre. Padre como eu. Agora é minha responsabilidade fazer com que isso seja compreendido por toda a comunidade”.

 

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