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24 Fevereiro 2021

Christian Edward Cyril Lynch

O novo regime militar ou a vingança de Figueiredo

Reeditando o monstrengo democrático (sic) do governo Figueiredo, o novo "regime militar" de Bolsonaro propõe ao Brasil finalmente às claras um bloco de poder com as seguintes diretrizes e objetivos:

1. Antijudiciarismo para fortalecer o governo contra as agências de controle, como Judiciário, MP, TCU, mas também IBAMA, IPHAN, em proveito do setor predatório do empresariado (Burocracia militar & Faria Lima);

2. Enfraquecimento da república para retorno do nepotismo e da corrupção na administração pública em proveito do setor patrimonialista da classe política, que receberá todas as benesses eleitoreiras do governo (ARENA/Centrão);

3. Enfraquecimento da democracia pela decadência dos níveis de investimento em educação e em cultura, destinada a difundir a cultura política autoritária e conservadora em matéria de costumes põe uma formação cívica militarizada (GADO/eleitorado conservador).

Levou dois anos, mas enfim o governo Bolsonaro realiza de modo pleno aquilo que estava em potência desde o início. O eleitorado brasileiro decidirá ano que vem se quererá isso para si. Porque mais 4 anos podem tornar este um caminho sem volta por outros 10.

Disponível aqui.

 

Luiz Antonio Solda

Foto: Reprodução Facebook

 

Sergio Spenassatto

Também acho!

Foto: Reprodução Facebook

 

Christian Edward Cyril Lynch

Apologia bolsonarista do nepotismo

A nostalgia reacionária de um governo que quer retornar ao pré-1988 é anti-republicana. Busca pela autoridade restabelecer impunidade e privilégio. Enfraquecer os órgãos de controle - Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas - para proteger a corrupção e o nepotismo da "nova direita", que tem horror à igualdade. Nem se disfarça mais...

Disponível aqui.

 

 

Foto: Reprodução Facebook

 

 

Christian Edward Cyril Lynch

Bolsonarismo em 3D

Governo Bolsonaro se move no cruzamento de três modelos:

1. O Trumpismo é o modelo de cultura política autoritária.

2. O Regime Militar é o modelo de bom governo.

3. O "Lula às avessas" é o modelo de liderança carismática.

As outras características decorrem dessas três.

 

 

Foto: Reprodução Facebook

 

Rosane Pavam

Acioli Cancellier conta que seu irmão foi interrogado, durante seis horas, por um delegado que havia chegado de Pernambuco, e não conhecia o inquérito. “Ele ficou lendo perguntas, pressionando-o a confessar, antes que fosse tarde”.

Depois disso, Cancellier foi encaminhado a um presídio de segurança máxima, onde passou por revista íntima vexatória, mantido nu e de pé por mais de duas horas e, finalmente, algemado e acorrentado nas pernas.

“Quando foi solto, verificou que sua honra tinha sido enlameada de maneira indelével e decidiu que só com sangue essa mancha seria removida. Suicidou-se em 2 de outubro de 2017”, ressalta Acioli.

via Roberto Romano Da Silva

Disponível aqui.

 

João Lopes

As barbaridades do esquema que resultou na morte do Reitor da Universidade Federal de Santa Catarina.

Por Chico Alves, na Folha de S. Paulo (UOL)

O show de horrores da Lava Jato parece nunca ter fim

"Se não fizermos algo, cairemos em descrédito", alertou o procurador Orlando Martello Júnior, falando a seus colegas da Lava Jato.

O episódio a que se referia, em conversa hackeada de um aplicativo de mensagens, realmente é algo escabroso. Um verdadeiro desafio para quem ainda tenta defender os justiceiros de Curitiba com o refrão de que cometeram apenas "pequenos deslizes".

A revelação dessa última leva de diálogos vazados surpreende até mesmo quem esperava as piores barbaridades da parte de Deltan Dallagnol, Sergio Moro e cia.

A ser comprovado o que está dito ali, a delegada federal Érika Marena simplesmente forjou o depoimento de uma testemunha que ela, na verdade, não inquiriu.

A fala de Dallagnol não poderia ser mais clara. "Como expõe a Erika: ela entendeu que era pedido nosso e lavrou termo de depoimento como se tivesse ouvido o cara, com escrivão e tudo, quando não ouviu nada... Dá no mínimo uma falsidade... DPFs são facilmente expostos a problemas administrativos", afirmou o procurador.

Na sequência, Martello Júnior alerta para o risco do descrédito. Sugere como saída convocar a testemunha para que faça um depoimento real.

"Podemos conversar com ela e ver qual estratégia ela prefere", diz, referindo-se à delegada.

Pelo diálogo, ficamos sabendo que não foi a primeira vez que a turma da Lava Jato se permitiu tamanha barbaridade. "O mesmo ocorreu com Padilha e outros", afirma Martello Júnior.

"Já disse, a culpa maior é nossa. Fomos displicentes!!! Todos nós, onde me incluo. Era uma coisa óbvia q não vimos. Confiamos nos advs e nos colaboradores. Erramos mesmo!".

Os "erros" que comenta são, na verdade, uma sequência de crimes. De acordo com os diálogos, Érika Marena inventou um depoimento e o mesmo aconteceu com outras testemunhas (não se sabe se a delegada era a mesma).

Como confirma Deltan, isso é no mínimo falsidade ideológica, mas pode ser enquadrado em vários outros artigos.

Junto com Marena, todos os procuradores que souberam desse absurdo e não denunciaram a policial prevaricaram e são coniventes com ela.

O bate-papo mostra que, em vez de cumprir as funções para as quais são pagos, os procuradores se preocuparam em proteger a delegada.

Os conteúdos dos diálogos já seriam sórdidos o bastante, mas tudo piora quando se sabe que o depoimento ficcional faz parte do inquérito que levou à prisão o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Cancellier, um homem muito respeitado no meio acadêmico.

O tempo todo, o acusado alegou que o suposto crime de que o acusavam era apenas um imbróglio administrativo, sem maiores consequências.

Não adiantou. A operação que prendeu o reitor e outros seis professores foi uma das mais espalhafatosas da Lava Jato, com 115 policiais invadindo a UFSC como se buscassem um criminoso de alta periculosidade.

Cancelier foi mandado para a penitenciária de Florianópolis, teve os pés acorrentados, mãos algemadas, submetido a revista íntima e encaminhado para a ala de segurança máxima.

Acabou libertado 30 horas depois, mas ficou traumatizado. Segundo parentes e amigos, não conseguia mais sair à rua, com vergonha de ser apontado como corrupto. Em outubro de 2017, cometeu suicídio.

Além dos abusos praticados, o inquérito estava repleto de inconsistências levantadas à época pela defesa do reitor.

A família denunciou a delegada ao Ministério da Justiça, mas a sindicância que investigou a conduta de Érika Marena a inocentou.

Tempos depois, a delegada foi prestigiada por Sergio Moro, que deu a ela um cargo importante no Ministério da Justiça. Saiu de lá quando o ex-juiz pediu demissão da pasta.

Se já não fosse bastante o que veio à tona desde que o The Intercept Brasil lançou a série de revelações da Vaza Jato, os diálogos agora divulgados não deixam mais dúvidas sobre qual a natureza dos paladinos anticorrupção.

A jornalista Mônica Bergamo revela hoje, na ha de S. Paulo, que ministros do Supremo Tribunal Federal pediram a André Mendonça, titular da pasta da Justiça, para investigar o caso. Que a apuração seja rigorosa.

Como a coluna observou várias vezes, sustentar elogios aos justiceiros de Curitiba argumentando com os valores que recuperaram para os cofres públicos permite defender milicianos que nas comunidades cariocas dizem combater bandidos usando métodos criminosos.

Não deixa de ser intrigante que entre os lavajatistas convictos haja juristas e outros leitores da Constituição, que parecem ignorar algo básico: não se pode fazer justiça sem cumprir as leis.

Quando essa regra não é seguida, a cena de policiais conduzindo um acusado para a prisão ganha outro significado. Eventualmente pode até ser que o preso seja culpado, mas aquele que deveria ser o herói da história é criminoso também. Via Walter Falceta

 

Roberto Romano Da Silva

Admiro a surpresa dos assustados com os bolsonarismos e outros segmentos fascistas nacionais. A História, a sociologia, a antropologia, enfim todos os estudos sobre nossa sociedade evidenciam ser ela uma das mais violentas do planeta. Mesmo autores românticos como Buarque de Holanda mostram tal face do coletivo nacional. A cordialidade atribuída aos brasileiros significa que eles agiriam mais pelos violentos afetos do que pela razão. Vamos encarar de vez o espelho e deixar de lado as ilusões?

 

Humberto Boaventura

Na Má-ringa o católico da carismática manda professores pra morte

É surreal! Quando vc acha que já viu de tudo vem o edil Sidnei Telles e propõe um projeto de lei municipal proibindo o prefeito de suspender as aulas presenciais no município em tempos de covid 19, e por consequência obrigar a voltarem as aulas presenciais. A que Senhor este vereador serve? O edil é conhecido por sua militância católica. Devia ser excomungado da igreja pelo Papa Francisco.

Foto: Reprodução Facebook

 

Humberto Boaventura

Bomba!!!!! Intercept denuncia recebimento de dinheiro público por braço da Unicesumar. A operação envolve evangelização de indígenas provavelmente no interesse do Bolsonarismo. Quero ver quem da imprensa de Maringá vai ter coragem de repercutir isso? Quero ver qual a liderança de Maringá vai repudiar isso? Escandaloso!!!!!

Foto: Reprodução Facebook

Foto: Reprodução Facebook

 

Cesar Benjamin

Esta carta de Raul Jungmann é muito importante.

Bolsonaro assumiu, explicitamente, que o projeto de armamento de civis nada tem a ver com segurança. É um projeto político para a tomada do poder. Ele precisa ser parado agora.

 

Jorge Santos

O risco das armas sem controle para a sociedade.

Os novos decretos sobre armas recém-publicados.

******************

Carta do ex-ministro da Defesa Nacional e da Segurança Pública ao STF, publicada na Folha de SP.

————

Carta aberta ao Supremo Tribunal Federal

Sr. presidente e srs. ministros do Supremo Tribunal Federal,

Dirijo-me a essa egrégia corte na dupla condição de ex-ministro da Defesa Nacional e da Segurança Pública, com o objetivo de alertar para a gravidade do nefasto processo de armamento da população, em curso no Brasil.

É iminente o risco de gravíssima lesão ao sistema democrático em nosso país com a liberação, pela Presidência da República, do acesso massificado dos cidadãos a armas de fogo, inclusive as de uso restrito, para fins de “assegurar a defesa da liberdade dos brasileiros” (sic), sobre a qual inexistem quaisquer ameaças, reais ou imaginárias.

O tema do armamento dos cidadãos, até aqui, foi um assunto limitado à esfera da segurança pública em debate que se dava entre os que defendiam seus benefícios para a segurança pessoal e os que, como nós, e com base em ampla literatura técnica, afirmávamos o contrário —seus malefícios e riscos às vidas de todos.

Ao transpor o tema da segurança pública para a política, o Executivo incide em erro ameaçador, com efeitos sobre a paz e a integridade da nação, pelos motivos a seguir. Em primeiro lugar, viola um dos principais fundamentos do Estado, qualquer Estado, que é o de deter o monopólio da violência legal em todo o território sobre a sua tutela, alicerce da ordem pública e jurídica e da soberania do país.

Em segundo lugar, pelo fato de que as Forças Armadas são a última ratio sobre a qual repousa a integridade do Estado nacional. O armamento da população proposto —e já em andamento—, atenta frontalmente contra o seu papel constitucional, e é incontornável que façamos a defesa das nossas Forças Armadas. Em terceiro, é inafastável a constatação de que o armamento da cidadania para "a defesa da liberdade" evoca o terrível flagelo da guerra civil, e do massacre de brasileiros por brasileiros, pois não se vislumbra outra motivação ou propósito para tão nefasto projeto.

Ao longo da história, o armamento da população serviu a interesses de ditaduras, golpes de Estado, massacre e eliminação de raças e etnias, separatismos, genocídios e de ovo da serpente do fascismo italiano e do nazismo alemão.

No plano da segurança pública, mais armas invariavelmente movem para cima as estatísticas de homicídios, feminicídios, sequestros, impulsionam o crime organizado e as milícias, estando sempre associadas ao tráfico de drogas.

Por essas razões, Estados democráticos aprovam regulamentos rígidos para a sua concessão aos cidadãos, seja para a posse e, mais ainda, para o porte. Dramaticamente, srs. ministros, estamos indo em sentido contrário à vida, bem maior tutelado pela lei e nossa Constituição, da qual sois os guardiães derradeiros.

Em 2018, pela primeira vez em muitos anos, revertemos a curva das mortes violentas, por meio de um amplo esforço que culminou com a lei do Susp (Sistema Único de Segurança Pública), que permanece inexplicavelmente inoperante. Hoje, lamentavelmente, as mortes violentas voltaram a subir no corrente ano e no ano anterior, enquanto explodem os registros de novas armas em mãos do público: 90% a mais em 2020, relativamente a 2019, o maior crescimento de toda série histórica, segundo dados da Polícia Federal.

Com 11 milhões de jovens fora da escola e do trabalho, os “sem-sem”, vulneráveis à cooptação pelo crime organizado, a terceira população carcerária do planeta (862 mil apenados, segundo o Conselho Nacional de Justiça), um sistema prisional controlado por facções criminosas, polícias carentes de recursos, de meios e de ampla reforma, mais armas em nada resolvem o nosso problema de violência endêmica —antes a agravam e nos tornam a todos reféns.

Está, portanto, em vossas mãos, em grande parte, impedir que o pior nos aconteça. Por isso apelamos para a urgente intervenção desta egrégia corte, visando conjurar a ameaça que paira sobre a nação, a democracia, a paz e a vida.

Lembremo-nos dos recentes fatos ocorridos nos EUA, quando a sede do Capitólio, o Congresso Nacional americano, foi violada por vândalos da democracia. Nossas eleições estão aí, em 2022. E pouco tempo nos resta para afastar o inominável presságio.

Respeitosamente,

Raul Jungmann

 

Faustino Teixeira

Esperança é como o girassol que à toa se vira em direção ao sol. Mas não é á toa: virar-se para o sol é um ato de realização de fé

Clarice Lispector

 

Alonso Gonçalves

"Vejam, a fonte imunda da usura, do roubo, do banditismo, são nossos príncipes e senhores, que se apropriam de todas as criaturas; os peixes da água, as aves do ar, as plantas da terra, tudo deve pertencer-lhes. E depois eles mandam proclamar entre os pobres o mandamento de Deus, dizendo: “Deus ordenou. Não roubarás” (Thomas Müntzer).

Foto: Reprodução Facebook

 

Alonso Gonçalves

Profético!

Foto: Reprodução Facebook

 

Ruben Berta

Dia muito triste para o jornalismo hoje. Folha e Globo publicam anúncios de meia página de um grupo "médicos do tratamento precoce Brasil".

Até quando o comercial dos jornais vai ser uma terra sem lei?

— sentindo-se perplexo.

Foto: Reprodução Facebook

 

Roberto Romano Da Silva

Foto: Reprodução Facebook

Uma das imagens mais sugestivas da soberania da Virgem e da Igreja: calma, digna, azul. Ficar diante da figura é ingressar no Eterno embora tristemante preso ao tempo e ao espaço.

 

Jorge Luis Fonseca

Um país que congela por 20 anos investimentos em saúde, educação, ciência e tecnologia. Em nome do capital. Não pode dar certo.

Foto: Reprodução Facebook

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