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28 Outubro 2020

"O ministro da saúde compra vacinas da China para o abastecimento do Instituto Butantan de São Paulo, ao mesmo tempo em que o presidente da República torna a vacinação voluntária e não obrigatória", escreve José Afonso de Oliveira, sociólogo formado pela PUC Campinas e professor aposentado da UNIOESTE.

Eis o artigo.

Dentro do projeto de modernização do Brasil, no inicio do século XX tivemos em 1904 a chamada Guerra da Vacina quando o Dr. Osvaldo Cruz tinha conseguido do Congresso Nacional um decreto de obrigatoriedade da vacinação em massa.

Tínhamos, naquela ocasião 1.880 internados no hospital São Sebastião e com a vacinação contra a varíola estaríamos combatendo a sua expansão de uma forma muito eficiente.

Ocorre que a população do Rio de Janeiro se rebelando contra a situação em que estava vivendo por conta da modernização do Rio de Janeiro promovida pelo engenheiro Pereira Passos e insuflada por grupos políticos inicia um processo de ataques com paus e pedras oriundos das demolições no centro da cidade para dar lugar a novos espaços urbanos.

Diante desse fato o Congresso Nacional retirou a obrigatoriedade da vacinação, transformando então a vacinação voluntária tendo, como resultado prático a disseminação da varíola especialmente entre as camadas socialmente marginalizadas.

Agora, de alguma forma, estamos assistindo a cenas lamentáveis. O ministro da saúde compra vacinas da China para o abastecimento do Instituto Butantan de São Paulo, ao mesmo tempo em que o presidente da República torna a vacinação voluntária e não obrigatória.

O presidente está, em primeiro lugar se aliando, cada vez mais, com os Estados Unidos na condenação da China na guerra comercial que os dois países estão travando.

Em segundo lugar o presidente da República está em briga com o governador João Doria de São Paulo por conta da iniciativa do governador de vacinar toda a população do seu estado.

Agora é mesmo impressionante que com a pandemia que já custou a vida de mais de 150.000 brasileiros tenha-se a pretensão de tomar uma iniciativa dessas, única e exclusivamente por conta de uma rivalidade pessoal com o governador de São Paulo.

É preciso ter claro que durante toda essa pandemia a atuação do presidente da República foi pífia, trocando ministro da saúde por não concordarem com as suas orientações e, na pretensão absurda de que determinados medicamentos teriam a milagrosa cura para a covid-19.

Não é de se espantar quando, ainda agora o presidente da República em ato oficial comemora a possibilidade de um novo medicamento ser capaz de curar os pacientes com o covid-19. Isso soa como absurdo e, claro, motivo que será de deboche internacional pois imagina o Brasil com a sua precária indústria farmacêutica criar um medicamento com esse impacto. É simplesmente, para dizer o mínimo, inimaginável.

O fato mais importante e significativo seria trabalhar para conter e, finalmente, resolver todos os problemas causados pela pandemia, de acordo com protocolos sanitários internacionais propostos pela OMS.

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