Religiosas ao resgate contra o coronavírus: a UISG criou um fundo de 900 mil euros para ajudar congregações mais afetadas

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06 Julho 2020

A União Internacional de Superioras Gerais – UISG, que reúne cerca de 2 mil congregações religiosas femininas as quais pertencem 658 mil freiras de vida apostólica, adotou uma ferramenta poderosa para responder às consequências do coronavírus. Trata-se de um fundo de 900 mil euros para ajudar os institutos, tanto no cuidado das irmãs mais velhas como na manutenção de seus ministérios.

A reportagem é publicada por Vida Nueva, 04-07-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Já foram beneficiadas ordens na Espanha, Peru, Bolívia, Equador, Colômbia, Venezuela e Brasil além da Itália e países africanos francófonos. As conferências religiosas locais e as delegadas regionais da UISG estão encarregadas de localizar as congregações que precisam da ajuda financeira desse fundo de solidariedade. Metade do dinheiro foi contribuído por várias fundações dos Estados Unidos e na Europa, enquanto a outra metade foi doada por institutos religiosos femininos de todo o mundo.

“Há congregações que sofrem muito, que precisam enfrentar muitas despesas adicionais devido à pandemia e realizar seus projetos. Há países africanos e asiáticos que dificilmente podem comprar alimentos, remédios ou dispositivos de proteção, como máscaras faciais, pela falta de renda devido às dificuldades causadas pela covid-19”, disse Patricia Murray, secretária executiva da UISG, à Vida Nueva.

Sem dinheiro

Em países europeus como Espanha e Itália, os maiores problemas vêm do grande número de religiosas idosas, mais vulneráveis à doença. “Pediram-nos ajuda para comprar produtos de limpeza necessários para evitar contágios. Inclusive alguns mosteiros chegaram até a nós porque, com o confinamento, ficaram sem a maneira usual de angariar fundos: as casas de retiros e a venda dos produtos que fabricam. Falta dinheiro para se sustentar”.

Na Espanha e na Itália, esse fundo foi usado para levar ajuda a lares de idosos administrados por religiosos. Também para manter seus projetos sociais, dos quais beneficiam cerca de 4 mil famílias vulneráveis. “Está sendo uma grande ajuda”, diz Murray, que alerta que muitos institutos perderam irmãs devido à pandemia.

“Não sabemos quantas freiras morreram no total. Devemos respeitar a privacidade de cada instituição, pois algumas não desejam comunicar quantos membros morreram. São situações muito dolorosas, porque o coronavírus levou irmãs que se doavam por tudo”.

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