Secretário-geral da ONU pede que líderes religiosos ajudem no combate à pandemia

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14 Mai 2020

Antonio Guterres diz que os líderes espirituais podem desempenhar “um papel crucial (...) na apresentação de soluções não só para lidarmos com a pandemia, mas também para nos recuperarmos melhor”.

A reportagem é publicada por La Croix International, 13-05-2020. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas Antonio Guterres pediu que os líderes religiosos se juntem no combate a “mensagens imprecisas e prejudiciais” neste momento em que o mundo luta contra a pandemia de Covid-19.

Em um encontro por vídeo no dia 12 de maio sobre o papel dos líderes religiosos no combate aos desafios da atual crise sanitária, Guterres destacou como “grupos extremistas e radicais têm buscado explorar a confiança nas lideranças e alimentar a vulnerabilidade do povo para servir aos seus próprios fins”.

Portanto, os líderes religiosos podem desempenhar “um papel crucial (...) na apresentação de soluções não só para lidarmos com a pandemia, mas também para nos recuperarmos melhor”, disse Guterres.

Ele pediu que as lideranças espirituais usem suas redes de contato para apoiar os governos na promoção de medidas de saúde pública, tais como as de distanciamento físico e de boa higiene, e também que pratiquem estas coisas em suas atividades religiosas, incluindo as celebrações e funerais.

O chefe da ONU disse que crises anteriores na área da saúde, como a HIV/Aids e o ebola, mostram o quanto o protagonismo espiritual é um benefício positivo em termos de valores comunitários, atitudes e ações.

“E com essa influência vem a responsabilidade de trabalhar juntos, deixar de lado as diferenças e traduzir nossos valores comuns em ação”, ressaltou.

Guterres salientou ainda algumas das maneiras como os líderes espirituais podem ajudar a reverter a pandemia e ajudar na recuperação.

Primeiro, ele pediu que “desafiassem ativamente mensagens imprecisas e prejudiciais”, além de rejeitar a xenofobia, o racismo e “todas as formas de intolerância”.

Segundo ele, é importante “condenar categoricamente” a violência contra mulheres e meninas, que está em ascensão, e “apoiar princípios comuns de parceria, igualdade, respeito e compaixão”.

O encontro foi organizado pelo embaixador marroquino na ONU Omar Hilale, e contou com a presença de lideranças católicas, judaicas e muçulmanas, além de funcionários da ONU envolvidos na promoção da harmonia inter-religiosa.

O Cardeal Miguel Ángel Ayuso Guixot, presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, disse no evento que “com a humanidade inteira cambaleando, devemos estar unidos no combate à pandemia”.

“O caminho a seguir é encontrar coragem para abrir espaço a novas formas de solidariedade”, disse.

O cardeal, espanhol de nascimento, disse também que a pandemia “leva a construirmos pontes de amizade e fraternidade”.

“Desejo que nos unamos no enfrentamento dos desafios atuais”, declarou.

O cardeal de 67 anos, missionário comboniano e especialista em estudos islâmicos, convidou os povos de todas as religiões para que se juntem ao Papa Francisco, em 14 de maio, em um dia de unidade espiritual, oração e jejum visando acabar com a epidemia.

O Rabino Arthur Schneier, da Sinagoga Park East, em Nova York, e embaixador na Aliança de Civilizações, iniciativa no âmbito das Nações Unidas, pediu que as pessoas olhem além da pandemia e lembrem que “toda crise e todo conflito têm um fim”.

“Com fé, oração e ação, podemos construir um futuro melhor para os nossos filhos, um mundo de paz, amor e bondade”, disse.

Ahmed Abbadi, secretário-geral da associação Rabita Mohammedia des Oulémas, falou em nome da religião islâmica.

“A fúria com a Covid-19 sentida no mundo e suas consequências planetárias requerem, mais do que nunca, uma mensagem unificada e responsável”, observou o embaixador Hilale, organizador do evento.

“Os líderes religiosos podem desempenhar um papel fundamental na preservação da irmandade humana e na construção de sociedades mais inclusivas, coesas, seguras, resistentes e unidas, especialmente em tempos difíceis”, completou.

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