Anjo falante. Fiama Brandão na oração inter-religiosa desta semana

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22 Novembro 2019

Neste espaço se entrelaçam poesia e mística. Por meio de orações de mestres espirituais de diferentes religiões, mergulhamos no Mistério que é a absoluta transcendência e a absoluta proximidade. Este serviço é uma iniciativa feita em parceria com o Prof. Dr. Faustino Teixeira, teólogo, professor e pesquisador do PPG em Ciências da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora – MG.

Anjo falante

Nada nos obriga mas este vazio
força-nos. Repara no que nos rodeia.
O silêncio. Disseste olhando-me
iluminada pelo clarão: o melhor
é recomeçar. As leis do silêncio são
as que regem vultos. E o que foi belo
estranhamente era a sombra. É in-
quietante decifrar a mudez. Os sons
das palavras boiam. Aqui e ali dizes
que na língua poética a Tua carência
de mim é uma frase comovente.
Mas é o destino Poderás segurar
O facho do drama Tu o filho
de um Céu e da Terra onde me disseste
que se caminha ainda nas planícies
de luz? Vultos é o que somos.

(Fonte: Fiama Hasse Pais Brandão. Obra breve. Poesia reunida. 2 ed. Porto: Assírio & Alvim, 2017, p. 357)

 

Fiama Brandão
Foto: Luísa Ferreira | Casa Fernando Pessoa

Fiama Hasse Pais Brandão (1938-2007): Poetisa, dramaturga, ensaísta e tradutora portuguesa. Foi condecorada com o Prêmio Adolfo Casais Monteiro, e sua obra passou a ganhar mais visibilidade a partir da criação, em 1961, da revista Poesias 61 e, em 1965, quando participou da criação do grupo de teatro Hoje. Traduziu diversos autores alemães e franceses para o português, entre eles,  John Updike, Bertold Brecht, Antonin Artaud, e Anton Tchekov. Entre as suas obras, destacamos, Barcas Novas (1967), (Este) Rosto (1970), Âmago I/Nova Arte (1985), Cântico maior (1995), e Epístolas e Memorandos (1996).

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