Estrelas. Murilo Mendes na oração inter-religiosa desta semana

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18 Outubro 2019

Neste espaço se entrelaçam poesia e mística. Por meio de orações de mestres espirituais de diferentes religiões, mergulhamos no Mistério que é a absoluta transcendência e a absoluta proximidade. Este serviço é uma iniciativa feita em parceria com o Prof. Dr. Faustino Teixeira, teólogo, professor e pesquisador do PPG em Ciências da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora – MG.

 

Estrelas

Há estrelas brancas, azuis, verdes, vermelhas.
Há estrelas-peixes, estrelas-pianos, estrelas-meninas,
Estrelas-voadoras, estrelas-flores, estrelas-sabiás,
Há estrelas que vêem, que ouvem,
Outras surdas e outras cegas.
Há muito mais estrelas que máquinas, burgueses e operários:
Quase que só há estrelas.


Fonte: Murilo Mendes. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994, p. 269.

Retrato de Murilo Mendes feito por Ismael Nery
Fonte: Wikimedia Commons

Murilo Mendes (1901-1975): Poeta brasileiro nascido em Juiz de Fora, Minas Gerais, participou do Modernismo brasileiro. Foi condecorado com o Prêmio Graça Aranha pela obra Poemas (1930) e integrou o Movimento Antropofágico, que resgatava os valores e as cosmologias dos povos nativos do Brasil como inspiração ética e estética, fora do esquema colonialista tradicional os movimentos artísticos do início do século XX. Mendes teve sua obra marcada por elementos que tratavam de mística, espiritualidade e das crenças populares brasileiras, fato que o levou a ser um dos representantes mais importantes da poesia religiosa. O poeta encontrou na sua conversão ao catolicismo essa visão de religiosidade. Além disso, o poeta é o principal representante surrealista brasileiro, fato evidenciado com a publicação do livro Visionário (1941), onde o autor mistura imaginário e cotidiano. 

Entre suas obras, destacamos: História do Brasil (1932), Tempo e Eternidade em colaboração com Jorge de Lima (1935), O Discípulo de Emaús, prosa (1944),  Retrato Relâmpago (1973) e as publicações póstumas de A Invenção do Finito (2002) e Janelas Verdes (2003). 

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