O Sínodo da Amazônia reaviva o protesto das mulheres católicas

Revista ihu on-line

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Mais Lidos

  • “Uma nova educação para uma nova economia”: Prêmio Nobel de Economia, Joseph Stiglitz, ministrará videoconferência nesta quinta-feira

    LER MAIS
  • O enorme triunfo dos ricos, ilustrado por novos dados impressionantes

    LER MAIS
  • Família Franciscana repudia lei sancionada por Bolsonaro que declara o dia 04 de outubro, dia de São Francisco de Assis, como dia Nacional do Rodeio

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

01 Outubro 2019

O papa Francisco se propôs na sua chegada a abrir pouco a pouco a porta às mulheres na Igreja, incluindo-as também nos postos relevantes da cúria e aumentando seu peso na tomada de decisões. Até o momento os avanços não foram relevantes.

A reportagem é de Daniel Verdú, publicada por El País, 29-09-2019. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

O Sínodo sobre a Amazônia, que se celebrará a partir do próximo domingo no Vaticano, até 27 de outubro, se converteu em uma inesperada plataforma para discutir sobre questões largamente adiadas como os direitos das mulheres na Igreja e o celibato. A partir de dentro, mas também fora da sala sinodal. Sobre a segunda questão, todo o debate girará em torno da possibilidade de ordenar homens casados em lugares remotos do planeta onde não existem vocações para ordenar novos padres. Sobre a primeira, uma reivindicação cada vez mais sonora na Igreja, a pressão começará no próximo 3 de outubro com uma manifestação na praça de São Pedro.

O papa Francisco se propôs na sua chegada a abrir pouco a pouco a porta às mulheres na Igreja, incluindo-as também nos postos relevantes da cúria e aumentando seu peso na tomada de decisões. Até o momento os avanços não foram relevantes, consideram todas as associações e inclusive vozes internas como aqueles que formam a redação de Mulheres Igreja Mundo, o caderno feminino do L’Osservatore Romano, jornal oficial da Santa Sé. A equipe, liderada por Lucetta Scaraffia, se demitiu depois de perceber que sua linha editorial incomodava o Vaticano. A polêmica não cessa. E na semana passada um grupo de mulheres protestou na Alemanha diante dos preparativos de um tipo de sínodo que realizará a Conferência Episcopal Alemã que, pela primeira vez colocará sobre a mesa questões como o sacerdócio da mulher ou o celibato.

Uma das principais associação que convoca o protesto da próxima quinta-feira, Voices of Faith, brigou ativamente desde o último Sínodo para os Jovens, por colocar o assunto sobre a mesa. Naquele encontro uma dúzia de mulheres participou nos debates, porém nenhuma foi autorizada a votar o texto final. A União de Superioras Gerais (UISG) exigiu então que se mudasse a norma para permitir, ao menos, que as representantes das Congregações religiosas que participavam pudessem votar. O sufrágio nesse tipo de celebrações já é uma realidade entre religiosos homens (não sacerdotes).

No próximo encontro haverá 180 padres sinodais com direito a voto. Porém segue estando vetado para as freiras, que voltaram ao centro da polêmica durante o último sínodo por causa dos abusos permanentes que sofrem em conventos de todo o mundo, impunemente. “Isso é incorreto e injusto porque os irmãos religiosos tem o mesmo status canônico que as religiosas superiores. Somente pedimos igualdade e inclusão”, explicou Stephanie Lorenzo, porta-voz de Voices of Faith, em uma entrevista com Europa Press. “O Sínodo da Amazônia que começará no início de outubro é chave para a Igreja católica e nenhuma mulher tem capacidade de voto”, insistiu Lorenzo.

Na celebração de protesto participarão religiosas de todo o mundo, como a catalã Teresa Forcades ou Doris Wagner, teóloga e ex-irmã alemã que sofreu abusos por parte de um padre que depois recebeu um alto cargo na Santa Sé (precisamente do departamento que investiga esse tipo de delitos).

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

O Sínodo da Amazônia reaviva o protesto das mulheres católicas - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV