Precisamos de transformações radicais e não simples reformas. Entrevista com Stefano Zamagni

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25 Setembro 2019

A Igreja deve trabalhar para inverter a rota, buscando um novo equilíbrio econômico entre ambiente, trabalho, ecologia e aspectos sociais. Isso foi afirmado pelo bispo de Fiesole Mario Meini, vice-presidente da CEI, na introdução ao Conselho Permanente, afirmando que “os Lineamenta das próximas Semanas Sociais fazem parte integral da denúncia de quanto uma economia, que não respeita a sustentabilidade social e ambiental, acabe por levar a humanidade para o abismo. Assumir a perspectiva de uma ecologia integral - como proposto pela Laudato Si'- significa nos engajar de maneira coletiva para uma inversão de rota”. Inversão defendida há anos pelo economista Stefano Zamagni, presidente da Pontifícia Academia de Ciências Sociais, desde que seja feita com clareza.

A entrevista é de Paolo Lambruschi, publicada por Avvenire, 24-09-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis a entrevista.

Sobre o que?

Existem três modelos econômicos: a economia liberal de mercado anglo-saxônica, a economia social de mercado de origem alemã e que os alemães quiseram inserir no Tratado de Maastricht e, finalmente, a economia civil de mercado italiana. Quando falamos de economia social, a confundimos com o modelo alemão, gerando perigosas confusões. Com essa definição, nos referimos ao terceiro setor, portanto, às empresas sociais e cooperativas sociais.

A economia social de mercado alemã, ao contrário, tem pressupostos que não são aqueles preferidos pela Doutrina Social na Igreja, especialmente nos últimos tempos. De fato, o princípio da reciprocidade e o da subsidiariedade não encontram espaço nela. Portanto, a escolha é importante e espero que, nas próximas Semanas Sociais, isso seja esclarecido pelo magistério porque as pessoas estão desorientadas.

Por que a sustentabilidade se tornou a palavra-chave para mudar os paradigmas econômicos?

Porque o Papa Francisco na Laudato Si’ disse coisas que ninguém jamais havia apoiado com tanta autoridade. Ou seja, que a questão social e ambiental são dois lados da mesma moeda e não é possível dissociá-las. Portanto, não se pode perseguir a estratégia de sustentabilidade ambiental se esta, ao mesmo tempo, prejudica a sustentabilidade social. Infelizmente, não está claro para muitos que está crescendo no globo a exclusão não apenas da renda – as desigualdades - mas também do pertencimento ao território. Agora são necessárias propostas concretas.

O que você sugere?

Nesse momento histórico, as reformas não são mais suficientes, são panos quentes. É preciso o que o Papa chama de estratégia transformacional. Não basta propor alguns bilhões para a família, aquela é uma reforma. É preciso ressuscitar o conceito fundamental de João Paulo II, que não foi chamado em causa nem sequer pelos católicos, ou seja, as estruturas de pecado. Primeiro, é preciso transformar a estrutura do sistema fiscal, tirando impostos do trabalho e dos produtores e aumentando os impostos sobre as rendas improdutivas.

A segunda transformação diz respeito a escolas e universidades. Devem ser transformadas em locais de educação, não apenas de instrução e formação.

Terceiro, é preciso ter a coragem de transformar o estado de bem-estar em bem-estar da comunidade. Por fim, a economia verde que, tecnicamente, é possível. Mas nada se transformará, se antes não se agir sobre os valores com um novo humanismo.

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