Migrantes, o papa exorta a Igreja: ''Ajudemo-los, ninguém pode se eximir''

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10 Julho 2019

Paramentos litúrgicos verdes, do Tempo Comum, a cor da esperança. Ao lado, os membros do coro vestidos de preto, para lembrar a dor e as tantas vidas que não existem mais. Seis anos depois da sua primeira viagem para além dos muros leoninos, a Lampedusa, coração do Mediterrâneo que sofre, Francisco manda fechar a basílica vaticana e, no Altar da Cátedra, com cerca de 250 pessoas, incluindo migrantes, refugiados e operadores do setor, celebra uma missa para não ser esquecida. E, juntos, enviam um sinal: a Igreja está do lado dos últimos.

A reportagem é de Paolo Rodari, publicada por La Repubblica, 09-07-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Não por acaso, no fim da liturgia, ele para e cumprimenta os presentes um por um, acariciando as cabeças das crianças, ouvindo o pranto e a esperança das mães que milagrosamente desembarcaram nas nossas praias.

Muitas coisas mudaram desde 2013. O Mediterrâneo continua sendo o túmulo de muitas existências que fugiram de guerras e sofrimentos. A política italiana, às vezes, regride, levantando muros e incitando o ódio. Francisco tem consciência disso e, na breve homilia, lembra a todos que “os migrantes são pessoas”.

“Não se trata apenas de questões sociais ou migratórias!”, explica. E ainda: “Os migrantes hoje são o símbolo de todos os descartados da sociedade globalizada”.

“Eu me senti amada e abraçada como nunca antes”, diz Matondo no fim da liturgia, uma mulher congolesa que hoje mora em uma comunidade de hospitalidade do Centro Astalli.

Muitos soberanistas citam João Paulo II, retratando-o inadequadamente como bispo de Roma que, defendendo as raízes cristãs da Europa, fechou as portas para a chegada de fiéis de outras religiões. Mas não Bergoglio, que, ao contrário, recorda palavras eloquentes do papa polonês: “Os pobres, nas múltiplas dimensões da pobreza, são os oprimidos, os marginalizados, os idosos, os doentes, os pequenos, aqueles que são considerados e tratados como ‘últimos’ na sociedade”.

“O meu pensamento – ecoa Francisco – vai aos ‘últimos’ que todos os dias clamam ao Senhor, pedindo para serem libertados dos males que os afligem.” Quem são? Trata-se dos “enganados e abandonados a morrer no deserto”, dos “torturados, abusados e violentados nos campos de detenção”, daqueles “que desafiam as ondas de um mar impiedoso”, dos “últimos deixados em campos de um acolhimento longo demais para ser chamado de temporário”.

Assim como em Lampedusa, Bergoglio prossegue com contrição. Ele não se desvia do texto oficial. Fala das periferias da nossa sociedade “densamente povoadas por pessoas descartadas, marginalizadas, oprimidas, discriminadas, abusadas, exploradas, abandonadas, pobres e sofredoras”. E lembra como “os mais fracos e vulneráveis devem ser ajudados”.

O papa, que no domingo, no Ângelus, pediu para abrir os corredores humanitários para salvar o maior número possível de pessoas, explica que “se trata de uma grande responsabilidade, da qual ninguém pode se eximir”.

E agradece aqueles migrantes que, tendo chegado em tempos mais recentes, estão ajudando os recém-chegados: “Quero agradecer-lhes por esse belíssimo sinal de humanidade, gratidão e solidariedade”.

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