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16 Maio 2019

Caio Almendra

É o maior ato no Rio desde 20 de Junho de 2013 (e eu não sou daqueles na esquerda que fazem a operação cínica de excluir as passeatas pró-impeachment na conta).

Quando a frente do ato chegou na Central, a retaguarda ainda estava na Candelária. Quatro pistas com poucos buracos.

Gente pra caralho.

 

Gustavo Gindre

Não me lembro de um governo que tenha tomado uma porrada dessas com menos de 150 dias.

 

Idelber Avelar

Aí vão quatro apontamentos sobre os protestos, baseados na minha participação no belo-horizontino e na leitura de relatos e matérias sobre os demais.

1. Os protestos foram enormes. Sabia-se que seriam grandes, mas creio que superaram as expectativas de todo mundo. O do Rio de Janeiro foi gigantesco. O de São Paulo também. O governo Bolsonaro acabou inflamando a população a defender a universidade pública. O plano, claro, era o oposto: usar o contingenciamento de verbas para uma guerra ideológica que inflamasse a base contra a universidade elitista, cheia de comunistas, gente pelada e pesquisas obscuras e inúteis. O bolsonarismo apostou no anti-intelectualismo, confiando que seria capaz de jogar a população contra a universidade. Quando recuou e disse que os cortes haviam acontecido por razões orçamentárias e não como punição pela "balbúrdia", já era tarde demais. O Brasil continua sendo um país muito anti-intelectual, mas a universidade permanece como um espaço ao qual o povão aspira. Ouvi e li relatos de populares saudando professores e alunos das janelas de suas casas, das mesas de bares, de dentro dos ônibus. O tiro saiu pela culatra.

2. Com algumas exceções, não houve grande repressão policial. Sei que no final do ato do Rio a polícia bateu, mas no geral, parece que o caráter popular das pautas, a natureza multitudinária dos protestos e a cobertura simpática da imprensa inibiram a repressão. Valeu mais uma vez aquela velha regrinha que todo manifestante experiente conhece: quanto mais povo na rua, menor a chance de repressão policial.

3. A canibalização da pauta foi mínima. Aqui em BH, a presença do Lula Livre foi bem pequena. As palavras de ordem contra a Reforma da Previdência estiveram mais presentes que o Lula Livre, mas também foram minoritárias. A multidão estava lá para defender a escola pública e lutar contra os cortes. Essa era a pauta que nos unificava a todos. O sequestro da manifestação por pautas partidárias fracassou. Era visível que estava nas ruas uma garotada nova, focada no seu objetivo, arejada, com clareza sobre o que queria. Isso foi bem animador.

4. A cobertura na imprensa foi bastante favorável aos protestos, inclusive nas Organizações Globo. Houve constantes chamadas e manchetes simpáticas, algumas das quais, inclusive, davam como fato o número de manifestantes calculado pelos organizadores (como foi o caso da matéria d'O Globo sobre o protesto de BH, em que só no corpo do texto você descobre que o número de 250 mil manifestantes anunciado na manchete era um cálculo dos organizadores). Na Globo News houve chamadas do tipo "Presidente ofende manifestantes que lutam pela educação". Não há indicação melhor de que a defesa da universidade contra Bolsonaro é, hoje, uma pauta mainstream. Quem ficou isolado foi ele.

Essas são as minhas primeiras impressões. Quem sabe Bolsonaro consiga mesmo, quem diria, unificar o Brasil. Contra ele.

 

Idelber Avelar

Está excelente a matéria:

"Os promotores citam no documento casos em que teria havido uma valorização excessiva de imóveis comprados por Flávio. Em 27 de novembro de 2012, ele comprou, por 140 mil reais, um apartamento na Avenida Prado Junior, em Copacabana – 15 meses depois, em fevereiro de 2014, vendeu o imóvel por 550 mil reais, o que representa um lucro de 292%. O MP aponta que, de acordo com o índice Fipezap, utilizado no mercado imobiliário, a valorização de imóveis no bairro ficou, no período, em 11%."

 

Gustavo Gindre

Ninguém pode negar que o Itamaraty preza pela qualidade dos seus quadros.

Diante disso, a preparação dessa viagem do Bolsonaro aos Estados Unidos só pode ter sido uma vingança da diplomacia brasileira contra o chanceler olavete.

Em cima da hora levaram o almoço-homenagem para Dallas (cidade governada por um democrata), não marcaram eventos oficiais para a quarta-feira, forçaram a barra para uma visita ao Bush Jr. (desafeto do Trump), viram o outro homenageado (Mike Pompeo) desmarcar a sua participação no almoço de quinta, assistiram vários empresários também desmarcarem a participação, tomaram nas fuças com um dura crítica assinada por metade dos vereadores de Dallas e agora foram esnobados pelo prefeito da cidade.

Só faltou esquecerem de fazer a reserva no hotel e terem que catar um Airbnb.

É, com certeza, a viagem mais patética de um chefe de Estado brasileiro.

 

Faustino Teixeira

Belo Horizonte, 14 de maio de 2019

"Minha força vem da frágil flor ferida
que se entreabre resgatada pelo orvalho
da vida que já vivi... (Thiago de Mello)

Caros (as) Colegas

Ontem a sociedade brasileira (E a Igreja Católica) perdeu uma grande pessoa - Marina Bandeira. Marina Bandeira foi uma expoente da Igreja Católica. Foi uma das fundadoras do MEB (Movimento de Educação de Base), da CBJP (Comissão Brasileira de Justiça e Paz) e do CEHILA (Comissão de Estudos de História da Igreja e do Cristianismo na América Latina). Foi assistente da CNBB e participou dos embates entre Igreja e governo militar durante a ditadura. Sua história de vida está intrinsecamente ligada à luta pela democracia brasileira. A sociedade brasileira perde uma pessoa lúcida, comprometida com os valores democráticos e os destinos brasileiros por liberdade, justiça, direitos humanos e sociais. Como cristã trabalhou por uma Igreja Povo de Deus.

Deixa um legado rico de humanidade, fé e esperança. Expressamos nossos sentimentos aos familiares e aos grupos que trabalharam ao seu lado. Que ela descanse em paz. Como cristãos, afirmamos com o escritor José Calderón Salazar: "Não estamos ameaçados de morte. Estamos ameaçados de vida, de esperança, de amor...ameaçados de ressurreição". 

Mauro Passos

Presidente do CEHILA

 

Ivanir Antonio Rampon

Faleceu Marina Bandeira, integrante da Família Mecejanense... Alguns episódios da vida e da missão da Marina estão relatados no livro "O caminho espiritual de Dom Helder Camara"

 

Gustavo Gindre

Eu sei que é um detalhe ínfimo, mas se Bolsonaro estava se referindo aos supostos "imbecis" ele deveria ter falado "não sabem" ao contrário do singular "não sabe". Se o sujeito está no plural, o verbo deveria concordar.

Em resumo, Bolsonaro errou na concordância verbal quando chamou professores e alunos de imbecis.

Ele não consegue acertar uma!!!

 

Fernando Altemeyer Junior

Povo na rua é sinal de esperança. Juventude clamando por justiça é sinal de Deus agindo.

As trevas vão sentir a luz.

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