Estados Unidos. Igrejas cheias de imigrantes fecham as portas por falta de dinheiro

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15 Março 2019

Igrejas do Arizona (Estados Unidos), saturadas com milhares de imigrantes “libertados” pelas autoridades migratórias, que buscam asilo, tiveram que fechar suas portas durante duas semanas por causa da redução de doações, e nesta semana pressionam o Governo federal por ajuda para socorrer estas famílias.

A reportagem é publicada por El Caribe, 13-03-2019. A tradução é Cepat.

“É hora das autoridades assumirem uma responsabilidade”, manifestou à agência EFE Israel Camacho, pastor da Igreja Nova Esperança, em Mesa (Arizona).

Detalhou que, desde outubro, estas igrejas receberam uma média de 41.000 imigrantes, em sua maioria centro-americanos.

Calcula que o custo por cada grupo de 75 a 100 pessoas é de 800 a 1.000 dólares por dois dias de refúgio, comida e inclusive ajuda em efetivo para o processo de reunificação com familiares ou amigos em todo o país.

“Devemos nos reorganizar e encontrar novas doações para poder receber famílias”, acrescentou Camacho.

Camacho disse que pressionaram congressistas estatais a tratar “esta crise humanitária” com o governador de Arizona, Doug Ducey, o que está previsto acontecer nesta quinta-feira.

Enquanto isso, o Serviço de Imigração e Aduanas (ICE) continua soltando imigrantes como parte da chamada “libertação coordenada”.

Nesta terça-feira, deixou 150 em uma estação de ônibus em Phoenix, apesar de só duas das dez igrejas tiveram recursos para recebê-los.

“Nós, das igrejas, já não temos fundos para atendê-los e a migração continua abandonando os imigrantes a sua sorte, nas redondezas do terminal de ônibus”, manifestou o pastor.

Camacho, que disse que se reunirá esta semana com o ICE, agência federal que só tem “capacidade para ter 250 pessoas em Phoenix”, solicitará que sejam designados recursos federais para socorrer estes imigrantes, em sua maioria centro-americanos.

“Gastamos uma média de 50 a 55 dólares por pessoa, e a muitos temos que dar ‘cash’ (efetivo), porque fazem viagens de até três dias em ônibus com suas famílias e precisam comer no caminho”, explicou.

Esta ajuda provém de doações, mas o pastor explicou que não há dinheiro suficiente “que possa sustentar grupos de 100 pessoas diárias por cinco meses”.

“A situação é crítica”, afirmou Magdalena Schwartz, diretora da Aliança de Líderes Religiosos do Vale, que tem um abrigo para imigrantes.

Ressaltou que não recebem recursos oficiais e que organizações que, sim, contam com estes fundos federais ou estatais, ajudam com roupa, calçado e alimentos.

“Mas, se é necessário deixar uma família em um hotel, é preciso pagar, se lhes é dado dinheiro para uma viagem de três dias (para junto de familiares e amigos), lamentamos que essas pessoas partam apenas com uma bolsa com pão, bolachas e maçãs”, comentou.

Esclareceu que o que as igrejas e refúgios necessitam é dinheiro em efetivo, e lamentou que as doações diminuíram devido aos recentes protestos dos ativistas que apoiam as políticas migratórias do presidente Donald Trump, conhecidos como “AZ Patriots”.

“Eles estão informados quando libertam os imigrantes, chegam nos ônibus e começam a gritar lemas, em seguida, baixam os vídeos nas redes sociais. Em razão dessa propaganda, perdemos muitas doações”, afirmou.

Mencionou que a Monte Vista Baptist Church reduziu a acolhida a imigrantes em 40%, pois não conseguem sustentar a estadia das famílias.

“Gostaríamos de continuar ajudando muito mais, há mais de cinco meses recebemos mais de 40.000 pessoas e necessitamos de recursos”, destacou.

Os imigrantes costumam ser deixados ao relento nas estações de ônibus, de onde são retirados, caso não possuam passagens, com ameaças de chamar a Polícia.

Por sua parte, Elizabeth Torres, que colabora na First Church UCC, disse que as igrejas já não conseguem sustentar tanto fluxo de pessoas exclusivamente com doações.

Destacou que alguns restaurantes doam almoços e jantares, outros lhes levam lanches, mas a ajuda é insuficiente diante do fluxo contínuo de imigrantes.

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