O Papa relembra os coptas degolados na Líbia

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12 Dezembro 2018

Durante a homilia da missa na capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco começou sua reflexão a partir da horrível cena dos vinte e um coptas degolados em uma praia da Líbia por milicianos do chamado Estado Islâmico. Francisco recordou esse dramático momento, um dos piores da propaganda do terror jihadista, para indicar que até mesmo nos momentos mais feios existe uma “consolação”, que é um Dom de Deus e que é “o estado habitual do cristão”.

A reportagem é de Salvatore Cernuzio, publicada por Vatican Insider, 11-12-2018. A tradução é do Cepat.

É uma certeza, afirmou o Pontífice em sua homilia de hoje, 11 de dezembro de 2018, antiga como as primeiras perseguições dos mártires do Coliseu que entravam “cantando” na arena em que perderiam a vida. Segundo o sítio Vatican News, Francisco também disse que “os mártires de hoje – penso nos bons trabalhadores coptas nas praias da Líbia degolados – morriam dizendo “Jesus, Jesus!”: Há um consolo, dentro; também uma alegria no momento do martírio. O estado habitual do cristão deve ser o consolo, que não é o otimismo, não: o otimismo é outra coisa. Mas, o consolo, essa base positiva... Fala-se de pessoas luminosas, positivas: a positividade, a luminosidade do cristão é o consolo”.

Este consolo, explicou, provém da ternura de Deus, parecida com a das mães que acariciam os filhos quando choram. O profeta Isaías, na passagem proposta pela liturgia do dia, afirma que “como um pastor Ele apascenta o rebanho e com seu braço o reúne. Carrega os cordeirinhos sobre seu peito e conduz docilmente as ovelhas mães”.

“Esta é a maneira de consolar do Senhor: com a ternura”, insistiu o Papa Bergoglio: “a ternura consola. As mães, quando o filho chora, o acariciam e o tranquilizam com a ternura: uma palavra que o mundo de hoje, de fato, apagou do dicionário. Ternura”.

No entanto, este conceito parece ter sido apagado do dicionário moderno. A ternura, observou Francisco, é “uma linguagem que os profetas da desventura não conhecem: a ternura. É uma palavra apagada por todos os vícios que nos distanciam do Senhor: vícios clericais, vícios dos cristãos... que não querem se mexer, mornos... A ternura causa terror”.

E também nós, os cristãos, apontou o Papa, estamos um pouco “apegados a este pessimismo espiritual”. O motivo é que nos causa medo “arriscar”, temos medo das derrotas, razão pela qual muitas vezes “opomos resistência ao consolo”, como se “estivéssemos mais seguros nas águas turbulentas dos problemas”. Muitas vezes, apostamos na “desolação, nos problemas, na derrota”, enquanto o Senhor trabalha com tanta força, mas encontra resistência.

“Nós estamos apegados a este pessimismo espiritual”, disse o Papa. E depois levou o seu pensamento a quando nas audiências públicas alguns pais aproximam seus filhos a ele para que os abençoe e “alguns filhos – disse Francisco – me veem e gritam, começam a chorar”, porque vendo-o vestido de branco, pensam no médico ou na enfermeira que lhes deu as vacinas e pensam: “Não, outra não!”. Nós também somos um pouco assim, mas o Senhor diz: “Consolem, consolem a meu povo”.

“Que também eu me prepare para o Natal – concluiu Francisco – pelo menos com a paz: a paz do coração, a paz de Tua presença, a paz que os Teus carinhos conferem. ‘Mas, sou tão pecador...’ – sim, mas o que nos diz o Evangelho de hoje? Que o Senhor consola como o pastor; se perde um dos seus, vai procurá-lo, como aquele homem que tem cem ovelhas e uma delas se perdeu: vai procurá-la. Assim faz o Senhor com cada um de nós. Eu não quero a paz, eu resisto à paz, eu resisto à consolação... mas Ele está à porta. Ele bate para nós abramos o coração para nos deixar consolar e para estar em paz. E faz isso com suavidade: chama com as carícias”.

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