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20 Agosto 2018

David Miranda

Milhares de famílias venezuelanas sendo expulsas na fronteira ao som do hino nacional brasileiro.

Famílias com crianças de colo, que não tem pra onde ir. Isso é um absurdo!

Moradores queimaram tendas e objetos pessoais dos imigrantes para obrigá-los a voltar.

 

Cid Benjamin

Barbárie

Quatro imigrantes venezuelanos teriam assaltado e espancado um brasileiro em Pacaraima, um município na fronteira do Brasil com a Venezuela.

Em represália, dois mil brasileiros destruíram barracas e pertences de 700 venezuelanos, que estavam morando provisoriamente ao relento, em calçadas e terrenos baldios.

O fascismo começou assim.

 

Alceu Castilho

Barbárie em Roraima. Apenas espontânea, fruto dos maus modos dos brasileiros agressores? Claro que não.

Como sempre faço, busco as conexões com o poder político. "Siga o poder".

Leio esta notícia do dia 30 de janeiro, no G1: "Deputados pedem a Temer campo de refugiados para abrigar venezuelanos". Uma das reivindicações era esta: "Campos de refugiados com hospital de campanha".

Quatro deputados federais estiveram com o presidente: Carlos Andrade (PHS), Hiran Gonçalves (PP), Remídio Monai (PR) e Shéridan (PSDB). Metade da bancada.

(Notem que isso ocorreu há mais de seis meses.)

***

No dia 15 de agosto (quarta-feira), o deputado estadual Brito Bezerra (PP) tomou a palavra na Assembleia:

- Tem que fechar a fronteira, dizer um não, um basta! Precisamos nos posicionar e temos que correr um risco. O que vão fazer por nós, brasileiros?

*****

Em outubro do ano passado, o prefeito de Pacaraima (onde ocorreu a expulsão dos venezuelanos), Juliano Torquato (PRB) - um comerciante sem bens declarados à Justiça Eleitoral - dirigia seu carro pela Rua Venezuela.

Atropelou duas crianças: de 7 e 11 anos. Venezuelanas.

O caso será julgado. Mas observemos esta conjectura da PM em relação ao acidente: a visão do motorista pode ter sido dificultada, perto do palco do Micaraima, o carnaval fora de época do município.

Motivo: falta de iluminação.

 

Reinaldo Oliveira

A intolerância não é apenas contra migrantes estrangeiros venezuelanos, mas também contra os nossos povos indígenas, nativos originários desta terra. É muita violência na cidade, no campo, nas matas e florestas.

Até quando e onde chegaremos enquanto sociedade e civilização?

 

Alexandre Araújo Costa

Eu sou a favor das posições dos conselhos da ONU nos casos de Belo Monte e de Lula

 

Gustavo Gindre

Ter memória é uma merda!!!!

Entre 2011 e 2012 o Brasil foi condenado tanto no Conselho de Direitos Humanos da ONU quanto na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, que determinavam a paralisação das obras de Belo Monte.

O que fez o então governo de Dilma Rousseff?

Ignorou a decisão do CDH da ONU e determinou o fim da contribuição brasileira para a CIDH da OEA. E, óbvio, seguiu normalmente com as obras de Belo Monte.

Agora tudo mudou e voltou a ser necessário seguir as determinações da ONU.

Hipocrisia é isso aí!!!

 

Giuseppe Cocco

A Bíblia e o Estado Laico

Muita gente fica, justamente, com um pé atrás quando um candidato usa a Bíblia num debate eleitoral.

A desconfiança, contudo, não pode ser uma ilusão pelo avesso: a transcendência não é apenas um fenômeno religioso, mas ideológico também. A nação laica pode ser tão transcendente (Jacobina por exemplo) quanto a Igreja.

Ao mesmo tempo, a Igreja (ecclesia = assemblea) pode ser muito mais imanente do que o Estado ou mais em geral um laicismo abstrato.

O que interessa, como sempre, é a luta.

Amém.

 

Bruno Cava Rodrigues

Já tive várias relações pessoais com evangélicos e também convivi com militantes de esquerda. É verdade que, entre os esquerdistas, constatei um número bem superior de pessoas a favor da legalização do aborto, da descriminalização das drogas e dos direitos LGBT. Em contrapartida, entre os crentes, percebi uma sensibilidade vívida em relação a temas sociais: a importância conferida a redes de solidariedade, cotas, serviços públicos, democratização de renda e oportunidade.

Outra diferença foi que, enquanto os evangélicos sempre buscaram encontrar pontos de ligação comigo, os esquerdistas nunca deixaram de vigiar as minhas potenciais desconexões. Rotulado como infiel pelos fiéis religiosos, assumiam esse dado de partida com um olhar generoso. Reconhecida a distância, sondavam por um terreno comum para além da proclamação da fé. Já entre os esquerdistas, como pressupunham que eu pertencesse à comunidade, adotavam um olhar vigilante. Pressuposta a proximidade, vigiam os deslizes, as traições, as recaídas, as intenções veladas pelas quais a Direita poderia se infiltrar.

Se os crentes, apesar da distância, procuravam sinais de que eu também teria Deus no coração; os esquerdistas, apesar da proximidade, buscavam em mim a presença do Diabo. Para os primeiros, eu nunca era infiel o bastante para que inviabilizasse o terreno comum, algo transbordava. No outro grupo, ao contrário, nunca era fiel o bastante, estava sempre em falta. Talvez isso se devesse a uma distorção perspectiva: entre os fiéis, eles também deveriam se policiar e se acusar mutuamente por não terem Deus no coração, por estarem se contaminando pelo Diabo. Pode até ser, mas a simetria não vale.

A maior insuficiência que presenciei nas minhas andanças entre os militantes de esquerda é que têm enorme dificuldade de alcançar a virtude da generosidade: os não-esquerdistas habitam o erro, o vício, longe da verdade. Conscientemente ou não, eles estão rendidos ao Diabo (a Direita). Em consequência, na melhor das hipóteses, as "pessoas de direita" precisam de conscientização, pedagogia, obediência a uma reta razão - seja ela a da lei histórica, seja a do Partido, enquanto intelecto coletivo e capaz de estratégia. Em termos globais, militantes de esquerda, embora seja indiscutível que compartilhem das melhores opiniões sobre vários temas de fundamental relevância, estão impregnados de uma postura autoritária e dogmática que acaba por comprometer a efetivação das ideias, pelo menos num ambiente democrático.

Ocorre que, em política, o que importa não é a finalidade professada, a fé ou a intenção, mas a adequação entre meios e fins para ganhar curso no real (Maquiavel). Noutras palavras, uma Ideia política é indissociável dos meios de sua expressão. É por isso que a candidatura de Marina Silva, mais do que de candidatos de esquerda ou evangélicos puro sangue, me parece ser a melhor composição entre meios e fins nesta eleição. Marina não só tem a sensibilidade vívida do evangélico, como a formação nas ideologias de esquerda, sendo capaz de transitar entre fieis e infiéis de cada qual e na relação entrecruzada, conectando os desconectados e trabalhando as distâncias respectivas.

Não por acaso seja vigiada como traidora e deslizante por ambos os campos, acusada de não ser fiel o suficiente. O que, para mim, é precisamente a sua maior qualidade.

 

Vera Rodrigues

"O problema da segurança do Rio é que falta segurança no Rio". Márcia Tiburi.

 

Eduardo Sterzi

Hoje vi, em Porto Alegre, um papeleiro carregando sua carroça nas costas e em cima da carroça uma bandeira do Brasil cheia de adesivos contra o PT e contra "o comunismo". Mostrei para a Veronica. Ela também não acreditou. O Brasil é incrível, literalmente.

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