19º domingo do Tempo Comum - Ano B - Jesus, o Pão da Vida

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10 Agosto 2018

"O Evangelho nos convida a acolher Jesus como o “pão” de Deus que desceu do céu para dar a vida em abundância para toda humanidade… Para nós cristãos, seguidores de Jesus, esta afirmação é um fato que condiciona a nossa existência, as nossas opções, todo o nosso caminho. Jesus, com a sua vida, com as suas palavras, com os seus gestos, com o seu amor, com a sua proposta, veio dizer-nos como chegar à vida verdadeira e definitiva. Que lugar Jesus ocupa na nossa vida? O projeto que Ele veio nos propor tem um real impacto na nossa caminhada e nas opções que fazemos em cada instante?

"Podemos nos perguntar também que situações e atitudes dificultam hoje acolher e seguir Jesus, o Pão que dá vida? Sempre que nos instalamos nas certezas e seguranças de um sistema religioso ritualista, por vezes estéril e vazio de sentido, deixamos de ter fome de Vida... não abrimos espaço para o mistério de Deus e os desafios sempre novos que Ele nos faz."

A reflexão é de Liane Terezinha Berres, fdc, religiosa da Congregação Filhas do Amor Divino. Ela possui graduação em teologia pelo Instituto Missioneiro de Teologia, Santo Ângelo, e especialização em teologia da Vida Religiosa pela Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana - ESTEF de Porto Alegre. Atualmente reside em Cerro Largo/RS, coordena a pastoral vocacional de sua província e atua na formação pastoral na Diocese de Santo Ângelo, RS.

Referências bíblicas
1ª Leitura: 1Rs 19,4-8
Sl 33
2ª Leitura: Ef 4,30-5-2
Evangelho: Jo 6,41-51

A liturgia deste 19º domingo do Tempo Comum, também dia dos pais e início da semana da família, está envolvida de uma bonita atmosfera: FIDELIDADE para com DEUS e com a ALIANÇA que Ele estabeleceu para conosco.

No Evangelho deste domingo (Jo 6,41-51) João nos mostra Jesus que se apresenta como “o Pão da vida”, dizendo que quem o comer nunca mais vai ter fome. Os judeus não aceitam essa ideia, pois conhecem a origem e a família humana de Jesus e não admitem a possibilidade de sua origem divina. Em consequência, eles não podem aceitar que Jesus possa trazer a vida de Deus à humanidade.

Diante disso Jesus denuncia a atitude negativa de fechamento do coração aos dons e desafios de Deus: o Pai apresenta-lhes Jesus e pede-lhes que vejam Nele o “pão” de Deus para dar vida ao mundo; Jesus também disse, “o pão que Eu hei de dar é a minha carne”. A “carne” de Jesus é a sua pessoa. Sim, essa pessoa que os discípulos conhecem e que se manifesta todos os dias, em gestos concretos de amor, de bondade, de solicitude, de misericórdia e justiça.

Assim, o Evangelho nos convida a acolher Jesus como o “pão” de Deus que desceu do céu para dar a vida em abundância para toda humanidade… Para nós cristãos, seguidores de Jesus, esta afirmação é um fato que condiciona a nossa existência, as nossas opções, todo o nosso caminho. Jesus, com a sua vida, com as suas palavras, com os seus gestos, com o seu amor, com a sua proposta, veio dizer-nos como chegar à vida verdadeira e definitiva. Que lugar Jesus ocupa na nossa vida? O projeto que Ele veio nos propor tem um real impacto na nossa caminhada e nas opções que fazemos em cada instante?

“Quem acredita em Mim, tem a vida eterna” – diz-nos Jesus. “Acreditar” é aderir, de fato, a essa vida que Jesus nos propôs, viver como Ele na escuta constante dos projetos do Pai, segui-l’O no caminho do amor, do dom da vida, da entrega aos irmãos; é fazer da própria vida – como Ele fez da sua – uma luta coerente contra o egoísmo, a exploração, a injustiça, enfim, tudo o que machuca a vida do povo e lhe traz sofrimento. Importante que nos perguntemos: Realmente “acreditamos” em Jesus? Como isso se manifesta em nosso modo de ser e viver? Quais os reflexos para a comunidade e sociedade?

Podemos nos perguntar também que situações e atitudes dificultam hoje acolher e seguir Jesus, o Pão que dá vida? Sempre que nos instalamos nas certezas e seguranças de um sistema religioso ritualista, por vezes estéril e vazio de sentido, deixamos de ter fome de Vida... não abrimos espaço para o mistério de Deus e os desafios sempre novos que Ele nos faz.

É fundamental aprendermos a questionar as nossas certezas, as nossas ideias pré-fabricadas, os esquemas mentais em que nos instalamos comodamente; é importante termos o coração aberto e disponível para esse Deus sempre novo e sempre dinâmico, que vem ao nosso encontro de mil formas para nos apresentar os seus desafios e nos oferecer a vida em abundância, principalmente em tempos em que a vida está tão ameaçada, oprimida, perseguida por um sistema que traz como valor central o capital, que tem como referência o lucro que favorece uns poucos a custo da exploração e exclusão da maioria da população.

Tenhamos a coragem de buscar nosso alimento no “Pão da Vida”, que é Jesus de Nazaré, nos colocando no caminho como seus discípulos/as, mensageiros/as da Boa Nova – capazes de fazer acreditar que Deus não abandona o seu povo, que em Jesus encontramos o Caminho da vida para toda a humanidade, e que por isso é fundamental acreditar que outro mundo é possível, pois Deus não se esquece de Sua Aliança – mas nós também não podemos esquecer que Ele conta conosco para essa missão.

À luz dessa reflexão sobre o Evangelho de hoje podemos contemplar a manifestação da bondade e do amor e solicitude de Deus a Elias num momento extremamente difícil em sua missão de profeta, encorajando-o a levantar-se do desânimo e por-se novamente a caminho. Também podemos nos deixar envolver pelo convite de Paulo na segunda leitura a uma radical transformação de nossas atitudes vivendo no amor por causa de Cristo.

Concluindo, rezemos com o salmista: “Provai e vede quão suave é o Senhor”! Que a suavidade e a firmeza da Sua Palavra nos cumulem de forças para a caminhada cotidiana, nos ajudem a viver em harmonia, e nos deem a coragem de sermos discípulos/as de Cristo, o Pão da Vida. Amém.

 

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