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21 Mai 2020

Irene McCormack y compañeros. Perú, †1991.

Religiosa australiana de 52 años, de la congregación de San José del Sagrado Corazón. Asesinada en Huasa-Huasi, provincia de Tarma. Con ella mueren Alfredo Morales, ex-regidor; Pedro Pando, ex-presidente de los "ronderos" (nombre popular de los Comités de Defensa Civil); Agustín Bento y Noé Palacios, autoridades del pueblo. Cuatro católicos y un evangélico, "ajusticiados" por Sendero Luminoso en la Plaza de Armas, ante los pobladores atónitos.

Irene -que significa "amante de la paz"-, llega al Perú en 1987. Es alegre y sencilla, resuelta y organizadora. En Huasa-Huasi organiza un centro de Cáritas que sirve a 30 caseríos, un telar y una olla común que proporciona alimento y fomenta la solidaridad. Se dedica a los niños y jóvenes. Sesenta guerrilleros irrumpen en el pueblito. Muchos tienen entre 12 y 14 años, reclutados en poblaciones de la cordillera. Irene es condenada por "distribuir alimentos que tienen por finalidad embrutecer al pueblo" y por ser "yanqui imperialista". Tratando de justificar sus crímenes, alegan que las autoridades recién elegidas tienen la protección del ejército.

Con sus compañeros de martirio, Irene es asesinada por una "senderista" de un tiro a quemarropa en el ojo izquierdo. Como lo había deseado, es enterrada en Huasa-Huasi, en una eucaristía en la que participan representantes del Episcopado, sacerdotes, religiosas y todo el pueblo. Durante las ofrendas se presentan sus sandalias, que se cubrieron de polvo en las calles del pueblo que amaba.

Irene Mc'Cormack afirmava ser uma menina vibrante, determinada e divertida. Foi educada pelas Irmãs de São José, em um colégio interno, em Santa Maria College, em Attadale Austrália Ocidental, onde ela disse ter desenvolvido seus dois grandes amores: servir a Deus e educar os jovens. Com a idade de 15, decidiu que queria ser freira. Ela se juntou às Irmãs de São José do Sagrado Coração em 1956 e passou alguns anos ensinando em áreas rurais da Austrália Ocidental

Após 30 anos de ensino em escolas australianas irmã Irene tomou a decisão de que queria servir os mais pobres e marginalizados, e seguiu em missão para o Peru em 1987 para uma obra missionária. O primeiro trabalho de Irene foi em El Pacifico, um subúrbio de baixa renda, em San Juan de Miraflores, Lima e Santa de Perola no Distrito de San Martín de Porres. Em 26 de junho de 1989, Irene continuou seu serviço missionário em Huasahuasi, na Cordilheira dos Andes a cerca de 200 km de Lima, junto com sua companheira, a irmã Dorothy Stevenson, assumindo a supervisão e distribuição de bens de emergência da Caritas Peru.

Irene organizou bibliotecas para as crianças pobres, que não tinham chance de obter livros para auxiliar na sua lição de casa. Ela também treinou ministros extraordinários da Sagrada Comunhão, e incentivava que fizessem visitas aos paroquianos em bairros periféricos.

Em 17 de dezembro de 1989, os sacerdotes de Huasahuasi foram avisados ​​de que eles estavam correndo perigo, sendo ameaçados pelo grupo guerrilheiro de Sendero Luminoso, e que eles e as duas irmãs deixassem a aldeia, que fossem para Lima. Irene, no entanto, sentiu que a igreja não podia abandonar os moradores naquele momento e voltou para a região em 14 de janeiro de 1990. Durante esse tempo, sem sacerdote residente, as irmãs Irene e Dorothy Stevenson continuaram servindo ao povo, na vida espiritual, com os serviços litúrgicos e catequéticos bem como na educação e alimentação.

Na noite de 21 de maio de 1991, um grupo de guerrilheiros de Sendero Luminoso entraram na aldeia, ameaçaram os moradores e saquearam casas, aterrorizando o povo. Quatro homens foram retirados de suas casas e levados para a praça central da cidade. Eram eles: o professor da Faculdade de Agricultura da Comunidade, Ruban Palacios Blancas, 54; o ex-vice-prefeito, Alfredo Morales Torres, de 56 anos; um membro do comitê da cidade vigilante, Pedro Pando Llanos e o delegado para a comissão Agustin Bento Morales, 50.

Os guerrilheiros também foram para o convento onde a irmã Irene estava sozinho, pois a irmã Dorothy estava em Lima para um tratamento médico. Eles ameaçaram explodir a porta do convento se ela não saísse, estando fora do convento ela foi levada para juntos dos quatro homens na praça central.

Durante uma hora as cinco vítimas foram interrogadas, julgadas e condenadas à morte. A população local intercedeu por suas vidas, dizendo que estas eram boas pessoas, não malfeitores. Mas o Sendero Luminoso respondeu que não tinha vindo para um "diálogo", mas sim para "realizar uma sentença".

Os crimes cometidos pela irmã Irene e companheiros, eram por ela estar alimentando os pobres e educando as crianças locais. Foi acusada de distribuir "comida americana" (oferecida pela Caritas) e espalhando "ideias americanas" por fornecer livros escolares.

O povo insistia em dizer que irmã Irene era australiana, não americana, porém a guerrilha não quis acreditar.

Durante a noite, um grupo de jovens da aldeia se reuniram em torno Irene na escuridão e conseguiu levá-la de volta para a multidão. Mas os guerrilheiros logo percebeu sua ausência e voltou-a para o banco na praça central. Os cinco presos foram obrigados a se deitarem de bruços sobre o chão da praça. Irmã Irene foi a primeira a ser executada, com um tiro na parte de trás da cabeça por uma menina-soldado, cerca de seis metros da porta da igreja, em seguida os quatro homens.

Uma vez que os corpos não puderam ser removidos da praça até que as autoridades dessem permissão, os paroquianos mantiveram-se em vigília à luz de velas e rezando. Em seguida, um grupo de mulheres a deitou fora na sacristia e fez por ela o que suas famílias fizeram para os homens mortos com ela. Em 23 de Maio de 1991, uma missa fúnebre foi realizada e Irene foi enterrada no cemitério Huasahuasi, em um nicho doado por um paroquiano.

Após 26 anos desde a sua morte, irmã Irene Mc'Cormack tem sido homenageada em muitas obras em favor da vida. A cada ano as irmãs de São José fazem memória do seu martírio, realizando uma semana de direitos humanos.

A superiora de sua congregação, irmã Anne Derwin, em vista a aldeia onde as freiras continuam seu trabalho missionário a exemplo da irmã Irene, disse que o esforço para que a santidade de Irmã Irene seja reconhecida, seria encaminhada pelo Bispo de Tarma, no Peru.

Disse o Bispo que as pessoas precisam de novos modelos de santidades e que o povo já declarou a santidade de irmã Irene. “Eles a chamam de santa Irene. Tem foto dela nos muros da cidade. E até hoje, as pessoas colocam flores em seu túmulo todos os dias”.

O irmão de Irene, John Mc'Cormack, está ciente do longo processo para a canonização de sua irmã e disse que ele ficaria orgulhoso se sua irmã torna-se uma santa.

“Seria muito significativa para a família. Mas, em certo sentido, nós já a consideramos santa, assim como o povo também a considera, mas esperamos que ela seja reconhecida oficialmente pela Igreja e tenha um lugar reservado em seus altares”.

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada.  

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