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19 Mai 2020

Manoel Luis da Silva. Brasil, †1977

Manoel Luís da Silva, sem terra, assassinado por capangas a mando dos grande latifundiário.

O crime aconteceu em 19 de maio de 1997, quando alguns trabalhadores sem terra, ao voltarem de uma mercearia, nas proximidades do acampamento instalado na Fazenda Engenho Itaipu, sofreram uma emboscada preparada pelos acusados.

Manoel Luiz da Silva foi assassinado com tiros de espingarda calibre 12 e o sem terra João Maximiniano da Silva foi ameaçado de morte. “Ele estava sob a mira das armas e depois de muito implorar, foi liberado pelos acusados”, detalhou o promotor de Justiça que acompanha há dez anos o caso, Aldenor de Medeiros Batista.

Os acusados trabalhavam como capangas da Fazenda Taipú, área reivindicada pelos trabalhadores e trabalhadoras acampados na época – e onde hoje está localizado o assentamento Novo Taipú, conquistado pelos trabalhadores em 1998 -. O ex-proprietário da fazenda, Alcides Vieira, considerado pelos trabalhadores como mandante do crime, é conhecido pelo envolvimento em outros conflitos agrários na região, como o caso emblemático de violência contra os posseiros da Fazenda Quirino.

 

Abaixo, poema do livro: Raízes, memória dos Mártires da Terra, de Jelson Oliveira.

Manoel Luís da Silva

Tomba teu olhar como um relâmpago
- esse da chuva que não choveu mas foi sonhada,
e à terra entregou sua torrente.

Cinge-te o bálsamo e a folhagem,
secos sobre o vento, impetuoso e puro,
que amadurece a lentidão dos cajueiros
E o sossego de maio espanta
No azul sem fim da simplicidade...

 

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada

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