Papa homenageia padre que desafiou o egoísmo e a hostilidade eclesiástica

Revista ihu on-line

Missões jesuíticas. Mundos que se revelam e se transformam

Edição: 530

Leia mais

Nietzsche. Da moral de rebanho à reconstrução genealógica do pensar

Edição: 529

Leia mais

China, nova potência mundial – Contradições e lógicas que vêm transformando o país

Edição: 528

Leia mais

Mais Lidos

  • É verdade que o cardeal arcebispo do Rio de Janeiro assinou um acordo eleitoral com Bolsonaro?

    LER MAIS
  • Bolsonaro ameaça Amazônia, seus povos e biodiversidade, alertam geógrafos paraenses

    LER MAIS
  • Bolsonaro e o apoio de Steve Bannon, o sabotador de democracias

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

11 Maio 2018

Francisco visitou nesta quinta-feira a Comunidade Nomadélfia para prestar uma homenagem a Zeno Saltini, o padre fundador desta peculiar comunidade, onde a fraternidade é lei, cuja obra desafiou o egoísmo e a hostilidade eclesiástica.

A reportagem é publicada por Notimex, 10-05-2018. A tradução é de André Langer.

Francisco visitou a Comunidade Nomadélfia para homenagear a figura do padre Zeno Saltini, fundador desta peculiar comunidade, onde a fraternidade é lei, cuja obra desafiou o egoísmo e a hostilidade eclesiástica.


(Papa Francisco em visita ao túmulo de Zeno Saltini | Foto: Nomadélfia)

A primeira etapa de um giro de algumas horas por duas localidades da região central italiana da Toscana, que o Papa cumpriu na quinta-feira, começou com um momento de oração diante do túmulo daquele clérigo que, em 1931, deu origem a uma obra revolucionária para a sua época.

No dia da sua primeira missa, em 6 de janeiro daquele ano, o padre Zeno adotou como filho um jovem que apenas tinha saído da prisão e assim assentou as bases de uma “nova cidade”, onde mulheres solteiras tornam-se “mães de vocação” e casais acolhem crianças abandonadas, chegando a dezenas.

Estendendo-se por 400 hectares de prados verdes e colinas suaves, esta comunidade foi forjada graças à perseverança do grupo inicial, entre o ceticismo dos contemporâneos e a desconfiança das autoridades da Igreja.

Tanto que, durante oito anos, Saltini se viu obrigado a deixar o sacerdócio para ficar com os “seus filhos”. Entretanto, em 1950, o Vaticano fechou suas comunidades. Finalmente os fatos se impuseram e em 1989 o Papa João Paulo II deu seu reconhecimento final com uma visita ao local.

“Em um mundo muitas vezes hostil aos ideais de Cristo, não hesitem em responder com o testemunho alegre e sereno de sua vida”, disse Francisco hoje em um discurso para mais de 600 pessoas no auditório central de Nomadélfia.

Antes disso, ele havia visitado o túmulo do padre Zeno e conversou com um grupo de famílias no Poggetto, um assentamento de várias casas onde cinco famílias praticam uma extrema comunhão de bens.

“Eu vim para cá para prestar uma homenagem à figura do padre Zeno Saltini e para expressar meu impulso à comunidade fundada por ele. Nomadélfia é uma comunidade profética, que se propõe a realizar uma nova civilização, colocando em prática o Evangelho como um modo de vida bom e belo”, disse o Papa.

“A seguinte frase de Jesus ficou gravada na memória (de Zeno): ‘Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino dos Céus’. Ele a repetia com frequência, talvez prevendo as dificuldades que encontraria por encarnar, na vida cotidiana, a força renovadora do Evangelho”, acrescentou.

Um pouco mais adiante citou a “lei da fraternidade” que, traduzida em grego, significa Nomadelfia. Ela, apontou, foi o sonho e o objetivo de toda a existência do padre, que desejava uma comunidade de vida inspirada no modelo dos Atos dos Apóstolos.

“Peço-lhes para continuar este estilo de vida, confiando na força do Evangelho e do Espírito Santo, através do seu límpido testemunho cristão”, disse o Papa. Explicou que, diante dos sofrimentos de crianças órfãs e necessitadas, Saltino entendia que a única língua que elas entendiam era a do amor.

Portanto, prosseguiu, ele soube identificar uma forma peculiar de sociedade onde não há espaço para o isolamento ou a solidão, mas onde reina o princípio da colaboração entre diferentes famílias, onde os membros se reconhecem como irmãos na fé.

Além disso, destacou que as características dessa comunidade promovem o estabelecimento de laços muito mais sólidos do que aqueles de parentesco. Relações “de consanguinidade e familiaridade”, que se manifestam nas relações recíprocas entre as pessoas: todas são chamadas pelo nome, nunca pelo sobrenome, e nas relações cotidianas usa-se o confidencial ‘você’.

Antes da despedida, convidando a rezar em voz alta um Pai-Nosso, exclamou: “Muito obrigado pela acolhida e pelo ambiente familiar com que me acolheram”.

“Foi um encontro breve, mas significativo e emocionante; vou levá-los comigo, especialmente na oração. Vou levar seus rostos: os rostos de uma grande família com o sabor vivo do Evangelho”, concluiu.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Papa homenageia padre que desafiou o egoísmo e a hostilidade eclesiástica - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV