Brasileiros refletem sobre a Conferência Mundial de Missão e Evangelismo 2018

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13 Março 2018

No vídeo abaixo, alguns brasileiros que participam da Conferência Mundial de Missão e Evangelismo (CWME), do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), compartilham suas impressões sobre o que experimentaram nos primeiros quatro dias do evento. Gravado em 10 de março de 2018, em Arusha, Tanzania. Produção, câmeras e edição: Marcelo Schneider, departamento de comunicação do CMI.

Papa Francisco: superar o medo de imigrantes e refugiados

Falando uma semana depois das eleições italianas, marcadas por uma retórica anti-imigrante e alimentadas por uma raiva generalizada contra salários baixos e pela falta de emprego estável aos jovens, Francisco chamou a atenção para o medo que também se espalhou por toda a Europa e EUA.

“A Palavra de Deus vos protegeu no passado das tentações da ideologia e hoje vos liberta da intimidação do medo”, disse o Papa Francisco à Comunidade de Sant’Egídio, grupo internacional de leigos que celebrou o 50º aniversário de sua fundação em Roma.

“Por isto”, acrescentou, “vos exorto a amarem e frequentarem sempre mais a Bíblia. Cada um encontrará nela a fonte da misericórdia pelos pobres, os feridos pela vida e pela guerra”.

A reportagem é de Gerard O’Connell, publicada por America, 11-03-2018. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Ele proferiu essa homilia no final da celebração realizada na Basílica de Santa Maria, em Trastevere, perto do lugar onde a comunidade foi fundada em 1968 por Andrea Riccardi quando ainda era estudante de ensino médio. Hoje, existe cerca de 50 mil membros espalhados numa rede de comunidades em 70 países.

Desde os tempos de arcebispo de Buenos Aires, o Papa Francisco conhece o trabalho desta comunidade junto dos pobres, a assistência prestada a refugiados e migrantes bem como as iniciativas realizadas para a construção da paz. Como papa, ele já recebeu algumas vezes no Vaticano as lideranças da comunidade – especialmente o Sr. Riccardi e Marco Impagliazzo, atual presidente do grupo.

Francisco falou após ouvir testemunhos do fundador e de membros da comunidade. Riccardi observou que, diferentemente da época em que a comunidade foi fundada, “há muito mais raiva” e violência na sociedade hoje, e que é preciso trabalhar para superar isso.

O Papa Francisco iniciou a sua homilia lembrando que o carisma da comunidade se sintetiza em três palavras: oração, pobres e paz. O papa falou que, na medida em que vivem este carisma, “vocês ajudam a compaixão a crescer no coração da sociedade – que é a verdadeira revolução, a revolução da compaixão e da ternura – para cultivar a amizade em vez dos fantasmas da animosidade e indiferença”

“O mundo, hoje, é muitas vezes habitado pelo medo. É uma doença antiga”, mas “o chamado a não temermos muitas vezes se repete na Bíblia”, disse.

“A nossa época experimenta um grande temor no momento em que encara as grandes dimensões da globalização, e o medo, por vezes, volta-se contra quem é estrangeiro, diferente de nós, pobre, como se fosse um inimigo”, disse. Francisco observou que “a atmosfera do medo pode infectar também aqueles cristãos que escondem o talento que receberam, como o servo na parábola: eles não o investem no futuro, não o compartilham com os demais, preservam-no para si mesmos”.

Francisco lembrou que “quando estamos sozinhos, somos facilmente tomados pelo medo”, mas notou que a Comunidade de Sant’Egídio “nos aponta a olhar para o futuro juntos: não sozinho, não por si mesmos, mas junto com a Igreja”.

A Comunidade de Sant’Egídio nasceu no final da década de 1960, e Francisco destacou o fato de que ela “se beneficiou do grande impulso para a vida comunitária e a ser Povo de Deus, que decorreu do Concílio Vaticano II.

Francisco apontou para “a dor do povo sírio”, dizendo que “o futuro do mundo parece incerto. Vejamos quantas guerras abertas existem!” Ele notou também que a comunidade acolheu refugiados sírios na Europa através do projeto “corredores humanitários” que começaram com outras comunidades cristãs.

Diante desta realidade, o papa encorajou-os dizendo que “a Palavra do Senhor é luz nas trevas, e traz esperanças de paz; ajuda a não temermos nem mesmo diante do poder do mal”. Lembrou que, conforme ensina o Concílio Vaticano II, “a Palavra de Deus é a lamparina com que olhamos para o futuro” e em sua luz “podemos ler os sinais dos tempos”. Contou ao grupo que “esta é a espiritualidade que vem do Concílio, que ensina uma grande e atenta compaixão pelo mundo”.

Francisco recordou também que, desde que a comunidade foi fundada em 1968, “o mundo se tornou ‘global’: a economia e as comunicações, por assim dizer, se unificaram”, mas que “para muitas pessoas, especialmente os pobres, levantaram-se novos muros, e as diferenças são uma ocasião para a animosidade e o conflito”.

Ele também disse aos presentes na celebração que “ainda está para ser construída uma globalização da solidariedade e do espírito”. Falou: “O futuro do mundo global é viver juntos” e “este ideal requer o compromisso de construir pontes, manter aberto o diálogo, continuar a encontrar-se”. Francisco disse que “o cristão, pela sua própria vocação, é irmão e irmã de todos, especialmente dos pobres”.

Incentivou os participantes a continuarem na missão “audaciosamente” estando “ao lado das crianças das periferias”, “ao lado dos idosos” e “[abrindo] novos corredores humanitários para os refugiados da guerra e da fome”.

Concluiu dizendo: “Vocês são de Cristo! Eis o sentido encontrado nas profundezas de vossa história até os dias de hoje, mas sobretudo é a chave para encarar o futuro. E sejam sempre de Cristo na oração, no cuidado pelos seus irmãos menores, na busca da paz, porque Ele é a nossa paz. Ele irá caminhar com vocês; irá protegê-los e guiá-los! Eu rezo por vocês, e vocês rezam por mim”.

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