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09 Fevereiro 2018

A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 1,40-45 que corresponde ao Sexto Domingo do Tempo Comum, ciclo B, do Ano Litúrgico. O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto. 

Eis o texto

Jesus era muito sensível ao sofrimento de quem encontrava no Seu caminho, marginalizados pela sociedade, esquecidos pela religião ou rejeitados pelos setores que se consideravam superiores moral ou religiosamente.

É algo que lhe sai de dentro. Sabe que Deus não discrimina ninguém. Não rejeita nem excomunga. Não é só dos bons. A todos acolhe e bendiz. Jesus tinha o costume de levantar-se de madrugada para orar. Em certa ocasião revela como contempla o amanhecer: «Deus faz sair o Seu sol sobre bons e maus». Assim é Ele.

Por isso às vezes reclama com força que cessem todas as condenações: «Não julgueis e não sereis julgados». Outras, narra uma pequena parábola para pedir que ninguém se dedique a «separar o trigo e o joio», como se fosse o juiz supremo de todos.

Mas o mais admirável é a Sua atuação. O traço mais original e provocativo de Jesus foi o Seu hábito de comer com pecadores, prostitutas e pessoas indesejáveis. O fato é insólito. Nunca se tinha visto em Israel alguém com fama de «homem de Deus» comendo e bebendo animadamente com pecadores.

Os dirigentes religiosos mais respeitáveis não puderam suportar. A sua reação foi agressiva: «Aí tendes a um comilão e bêbado, amigo de pecadores». Jesus não se defendeu. Era certo, pois no mais íntimo do Seu ser, sentia um respeito grande e uma amizade comovedora para com os rejeitados pela sociedade ou pela religião.

Marcos recolhe no seu relato a cura de um leproso para destacar essa predileção de Jesus pelos excluídos. Jesus está a atravessar uma região solitária. De repente aproxima-se um leproso. Não vem acompanhado por ninguém. Vive na solidão. Leva na sua pele a marca da sua exclusão. As leis condenam-no a viver afastado de todos. É um ser impuro.

De joelhos, o leproso faz a Jesus uma súplica humilde. Sente-se sujo. Não lhe fala de doença. Só quer ver-se limpo de todo estigma: «Se queres, podes limpar-me». Jesus comove-se ao ver a Seus pés aquele ser humano desfigurado pela doença e o abandono de todos. Aquele homem representa a solidão e o desespero de tantos estigmatizados. Jesus «estende a Sua mão» procurando o contato com a Sua pele, «toca-lhe» e diz-lhe: «Quero, fica limpo».

Sempre que discriminamos a partir da nossa suposta superioridade moral diferentes grupos humanos (vagabundos, prostitutas, toxicômanos, psicóticos, imigrantes, homossexuais...) e os excluímos da convivência negando-lhes o nosso acolhimento estamos a nos afastar gravemente de Jesus.

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