Não aos pastores rígidos; que sejam ternos e próximos das pessoas, diz o Papa

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31 Janeiro 2018

Os pastores devem andar no meio do povo, ter ternura e cuidar das pessoas de acordo com os ensinamentos de Jesus. Disse-o o Papa Francisco durante a missa matinal de hoje, 30 de janeiro de 2018, na capela da Casa Santa Marta.

A reportagem é de Domenico Agasso Jr., publicada por Vatican Insider, 30-01-2018. A tradução é de André Langer.

O Evangelho do dia, de Mateus, serviu de inspiração para a homilia do Pontífice, de acordo com Vatican News: a passagem narra dois episódios de cura, que devem ser contemplados mais do que refletidos, porque, observou o bispo de Roma, eles indicam “o que é um dia na vida de Jesus”, ideal para pastores, bispos ou sacerdotes.

O apóstolo narra que Cristo foi cercado por uma “grande multidão, a multidão do povo que o seguia”. O Filho de Deus se preocupa profundamente com essas pessoas. É exatamente assim que o Senhor prometeu que acompanharia o seu Povo, estando no meio dele e cuidando de suas necessidades: e Seu Filho “não abre um escritório de aconselhamento espiritual com um cartaz que diz: ‘O profeta recebe segundas, quartas e sextas-feiras das 3 às 6 horas. A entrada custa tanto ou, se preferirem, podem deixar uma oferta’. Não, Jesus não faz assim. Jesus também não abriu um consultório médico com um cartaz que diz: ‘Os doentes devem vir tal dia, tal dia, tal dia e serão curados’. Jesus se joga no meio do povo”.

Esta “é a figura de um pastor que Jesus nos dá”, disse o Papa, lembrando um sacerdote “santo que acompanhava o seu povo” e que, à tarde, por esta razão, estava “cansado”, mas com um “cansaço real, não ideal, de quem trabalha” e vive entre pessoas com amor.

Precisamente como Jesus, que “gosta de ir ao encontro das dificuldades quando as pessoas pedem”.

O Evangelho de hoje também recorda insistentemente que Cristo entre a multidão era “apertado e tocado”. Francisco observou que hoje os fiéis se comportam dessa maneira durante as visitas pastorais: fazem isso para “ter uma graça”. Jesus, nessas situações, nunca se retrai; na verdade, “paga” mesmo com “vergonha” e “zombaria por fazer o bem”. E estas são as “marcas do modo de agir de Jesus” e, portanto, são as “atitudes do verdadeiro pastor”.

“O pastor é ungido com o óleo, no dia da sua ordenação: sacerdotal e episcopal. Mas o verdadeiro óleo, o óleo interior, é o óleo da proximidade e da ternura”. Para o bispo ou padre “que não sabe se fazer próximo, falta a ele alguma coisa: talvez seja o dono do campo, mas não um pastor. Um pastor ao qual falta a ternura, será um rígido, que bate nas ovelhas. Proximidade e ternura: vemos isso aqui. Assim era Jesus”.

O verdadeiro pastor, assim como o Filho do Senhor, “termina o seu dia cansado”, porque “fez o bem”. Se o seu estilo de vida é esse, suas “ovelhas” sentirão concretamente a presença viva de Deus. Por esta razão, o Pontífice convidou-nos para rezar “por nossos pastores, para que o Senhor lhes dê essa graça para caminhar com o povo, estar presente em meio ao povo com grande ternura, com grande proximidade. E quando o povo encontra o seu pastor, tem aquele sentimento especial que somente se pode sentir na presença de Deus (e assim termina a passagem do Evangelho: “E todos ficaram admirados”). A admiração – concluiu Francisco – de sentir a proximidade e a ternura de Deus no pastor”.

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