Epifania do Senhor, festa de Luz. Deixa-te iluminar!

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03 Janeiro 2018

Epifania do Senhor, é uma festa de luz: a Epifania estende o projeto salvador de Deus a toda a humanidade, a toda a criação.

A reflexão é de Marian Ambrosio, religiosa da Congregação das Irmãs da Divina Providência - IDP, comentando as leituras da Festa da Epifania do Senhor, correspondente ao dia 07/01/2018). Ela possui graduação em pedagogia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FAFI), Paraná, e especialização em teologia e espiritualidade pela Pontifícia Universidade Gregoriana - UNIGRE, Roma. Foi presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil - CRB, por dois mandatos - 2007-2010 e 2010-2013 - e atualmente é a Coordenadora Geral da sua Congregação, cuja sede situa-se em Münster, Alemanha.

Referência Bíblica
1ª Leitura – Is 60,1-6
Salmo – 71 (72)
2ª Leitura – Ef 3,2-3a.5-6
Evangelho – Mt 2,1-12

O convite que lhes faço é de nos apropriarmos do sentido mais profundo desta luz e da missão que ela cumpriu junto aos magos, cumpre hoje, e continuará cumprindo junto às pessoas que buscam, de coração, um encontro pessoal com Jesus.

De pé, Jerusalém! Deixa-te iluminar! Chegou a tua luz! É a glória do SENHOR que te ilumina!

É intensa, convidativa esta profecia de Isaías, ouvida na primeira leitura de hoje. Somos convidados a deixar-nos iluminar pela irradiação que nos foi presenteada no Natal! JESUS, o Filho de Deus.

Queridas irmãs, queridos irmãos desta significativa comunidade virtual: a festa de hoje – Epifania do Senhor, é uma festa de luz: a Epifania estende o projeto salvador de Deus a toda a humanidade, a toda a criação.

O convite que lhes faço é de nos apropriarmos do sentido mais profundo desta luz e da missão que ela cumpriu junto aos magos, cumpre hoje, e continuará cumprindo junto às pessoas que buscam, de coração, um encontro pessoal com Jesus.

Estrela-guia: com certeza, ela é o símbolo primeiro da Epifania. Muito já se discutiu sobre o tipo de estrela que guiou os Magos. Pensa-se numa conjunção de planetas, numa daquelas estrelas que, na sequência duma explosão interna, irradia por algum tempo um imenso esplendor, pensa-se num cometa, etc. Deixemos que os cientistas continuem esta interessante discussão. A grande estrela que nos guia não é um símbolo; é o próprio Jesus. Ele é, por assim dizer, a explosão do amor de Deus, que faz brilhar sobre o mundo o grande fulgor de seu coração.

Ouçamos agora a frase de Mateus, ouvida no Evangelho: Onde está Aquele que é nascido rei dos judeus? Porque nós vimos a sua estrela no oriente, e viemos adorá-lo.

Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-Lo”. (Mt 2, 2).

Eles conheciam a promessa sobre o Messias. Eram pessoas de coração inquieto, que não se satisfaziam com aparências ou com a rotina da vida. Eram pessoas à procura da promessa, à procura de Deus. Eram pessoas vigilantes, capazes de discernir os sinais de Deus, no seu tempo.

Nunca saberemos se eles primeiro se puseram a caminho para adorar o Messias nascido, ou se primeiro viram a estrela porque desejavam, de coração, vê-la. Recordemos uma breve reflexão do Papa Francisco: este símbolo – a estrela-guia,  fala diretamente ao coração da pessoa que acredita, que tem sede de Deus; reflete a imagem de todos os seres humanos que não deixaram, na sua vida, anestesiar o próprio coração.

Esta nostalgia santa de Deus brota no coração que acredita, porque sabe que o Evangelho não é um acontecimento do passado, mas do presente. A nostalgia santa de Deus permite-nos manter os olhos abertos contra todas as tentativas de restringir e empobrecer a vida. A nostalgia santa de Deus é a memória fiel que se rebela contra tantos profetas de desgraça. É esta nostalgia que mantém viva a esperança da comunidade fiel que implora, semana após semana, com estas palavras: «Vinde, Senhor Jesus!».

O segundo símbolo se constitui no resumo dos três presentes oferecidos a Jesus: ouro, incenso e mirra. Ao meu salvador, eu entrego tudo: o que de mais precioso eu possuo (ouro), dou-me a mim mesma (mirra, o perfume que penetra até misturar-se a mim mesma) e realizo meu ato de adoração ao único Deus que eu reconheço, e que acaba de encarnar-se por amor (incenso).

Mas… nem a estrela-guia, nem os magos com seus dons, ocupam o centro deste cenário. O centro é ELE, JESUS! Que, ao ser manifestado por este grandioso conjunto de sinais, continua se mostrando pequeno como os pequenos deste mundo, pobre como os pobres deste mundo.

Grande, muito grande, é o resultado desta festa. Jesus não veio somente para um povo, uma nação. Ele é o salvador de todos, sem qualquer exclusão.

Basta ver a estrela-guia, e vir encontrá-lo.

Hoje, nosso coração pode ouvir também um convite à conversão de nossas atitudes, diante de tantas manifestações. Hoje, a manifestação visa, quase sempre, apontar para os problemas e não para as soluções. Hoje, quase sempre a manifestação não é conduzida por uma estrela-guia, mas por uma guerra de poderes, de egoísmos, de concorrências. Quem deseja brilhar são as pessoas.

É muito bom, é importante participar de manifestações, com um diferencial cristão na mente, nos olhos e no coração.

Nós vimos a estrela e adoramos o Senhor! Este Senhor é Jesus, Ele mesmo um grande manifestante, instaurando um novo Reino, o Reino de seu e nosso Pai, Reino de Justiça, de Paz, de Solidariedade!

Que a festa da estrela-guia, a festa da Epifania, a manifestação do Senhor, nos capacite para essa atitude fundamental de manifestar e concretizar o sonho de Jesus: vida plena para todos…

 

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