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20 Dezembro 2017

Gustavo Gindre

Trinta e duas mil pessoas compartilharam a noticia falsa do Paulo Henrique Amorim de que a Globo é dona da Mapfre.

Sites como esse ajudam a deixar parte da esquerda na ignorância, desconhecendo a realidade em que vivemos. Devemos ser motivo de pilhéria para o grande capital.

Isso ajuda a jogar ainda mais pra baixo o nível de debate na esquerda.

Qual a diferença disso para sites como o do MBL?


Gustavo Gindre

A situação atual da Globo é fruto de uma história cheia de escândalos e beneficiamentos indevidos. Mas é preciso reconhecer que existe um mérito gerencial.

Há anos os Marinho têm prejuízos nos jornais e revistas. E começaram a se movimentar pra tentar encarar o desafio da crise do impresso.

Compraram a parte da Infoglobo que pertencia aos herdeiros dos irmãos de Roberto Marinho.

Compraram a metade do Valor Econômico que pertencia à Folha.

Unificaram toda a parte comercial da Infoglobo (Globo, Extra, Expresso), Valor e Editora Globo.

Começaram um processo (que termina em fevereiro) de unificação das redações, com centenas de jornalistas (disparada a maior redação do Brasil), tanto no Rio quanto em São Paulo.

No Rio, a nova redação unificada vai ocupar um prédio construído do zero inteiramente com a função de receber esta nova redação.

E agora vão unificar as empresas. A partir de 1° de janeiro, Infoglobo e Editora Globo deixarão de existir e surgirá uma nova empresa para cuidar de todos os veículos impressos do Grupo Globo, com objetivo de enfrentar a queda nas vendas.

O objetivo é diminuir custos e explorar sinergias.

É contra esses caras, seu poder politico e econômico, mas também sua capacidade gerencial, que estamos lutando.


Idelber Avelar

Do observatório de hoaxes da semana:

- um mundaréu de gente na minha TL compartilhou links que afirmavam que as multidões argentinas que saíram às ruas para protestar contra a reforma da Previdência de lá gritavam "isto aqui não é o Brasil". Era mentira. Um deputado fez uma menção ao Brasil em um debate na Câmara e na TV argentina há uma ou outra menção à reforma brasileira, mas a história da multidão gritando "isto aqui não é o Brasil" era só mais um hoax.

- muita gente compartilhou links que afirmavam que a cobertura da Globo do mesmo tema, reconhecidamente pró-reforma, se devia ao fato de a Globo ser dona da Mapfre, que seria a maior companhia de previdência do país. Ambas as afirmações eram falsas. Nem a Globo é dona da Mapfre nem a Mapfre é a maior seguradora privada do país. Outro hoax.

Os sites e blogs que traficam esse tipo de mentira são conhecidos. Sabemos quais são eles. Sempre prezei a pluralidade de posições políticas aqui na página e continuo prezando. Mas em um contexto em que o Facebook só permite 5.000 contatos, eu já cheguei a esse limite e há umas 600 ou 700 solicitações de amizade aqui esperando, acho justificado limar a galera que trafica mentira e hoax toda semana e trazer pra cá pessoas mais interessantes.

Todo mundo está sujeito a erro, claro, e nem sempre é fácil checar informação por conta própria, mas há uma turma que não tem a menor preocupação com a verdade se a manchete lhe serve politicamente. Esta semana fiz um balanço no olhômetro e calculei que cerca de 20% dos links de política que circularam na minha TL vêm de fontes sem a menor credibilidade. Estou trabalhando para dar uma reduzida nessa porcentagem.


Moysés Pinto Neto

O neonazismo avança a passos rápidos no Leste Europeu combinado com a estratégia em rede adotada pela extrema direita mundial calibrada por BREXIT e Trump. Países mais suscetíveis, como o Áustria (que teve primeiro-ministro de extrema direita em plena pax neoliberal dos anos 90), deram vitória ao hipernacionalismo branco que se espalha pela Europa como nazismo 2.0.

Por outro lado, onde governam, como Brasil e Argentina, liberais (sei que o PMDB não é liberal, mas o programa está sendo) implementam reformas duras e promovem mais indignação popular com corte de direitos, provocando a sensação generalizada de que estamos indo para o rumo errado (é curioso o paradoxal desprezo por essa percepção de quem valoriza tanto o senso comum).

Nas brechas desses movimentos, a elite liberal, representada por Klaus Shwab (Fórum Econômico Mundial) e os GAFA (Google, Apple, Facebook, Amazon), busca alternativas para promover uma adaptação ao novo mundo do trabalho que virá com a automação generalizada e a disseminação de plataformas corporativas, inclusive defendendo a renda mínima como alternativa.

Também nas brechas, o socialista Jeremy Corbyn cresce na Inglaterra e já especula ser o próximo primeiro-ministro depois de um estrondoso sucesso na última eleição parlamentar. E a Frente Ampla no Chile, os municipalismos espanhois, os zapatistas mexicanos e outras organizações buscam ligar alternativas ligadas à terra, ao feminismo e à reorganização do espaço público à disputa institucional.

Aí estão, para mim, os quatro cenários de futuro que desenvolvi na palestra da UFMG: o exterminismo (etnonacionalismo ou neonazismo), o aceleracionismo capitalista (ok, o rótulo tem alguns problemas, tenho que o repensar), o populismo de esquerda (ou socialismo ou "comunismo automatizado e luxuoso") e o decrescimentismo (ou neoanarquismo ou política dos terranos -- ainda tenho que inventar um nome melhor).

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