Cardeal Marx pede “lealdade especial” ao Papa Francisco

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06 Dezembro 2017

O cardeal Reinhard Marx não está apenas fazendo tudo o que pode para apoiar o Papa Francisco, mas também incentiva os demais fiéis a fazerem o mesmo. Foi o que reconheceu o presidente dos bispos alemães em uma entrevista concedida ao Münchner Merkur para marcar seus dez anos como arcebispo de Munique e Freising.

A reportagem é de Cameron Doody, publicada por Religión Digital, 05-12-2017. A tradução é de André Langer.

De acordo com o jornal francês La Croix, o cardeal afirmou que a Igreja está experimentando um “dinamismo especial” sob o pontificado de Bergoglio. Um momento que não tem paralelo em toda a sua história e que, para Marx, requer não apenas uma “especial lealdade” ao Bispo de Roma, mas também que “incentive expressamente a todos” para que ajudem o Papa no exercício do seu ministério, “que é tão importante para nós”.

Um impulso que Marx está praticando em sua própria diocese, como ficou evidenciado em março passado, quando anunciou seu plano de colocar leigos, e não sacerdotes, à frente de paróquias.

Em conversa com o jornal bávaro, o coordenador do Conselho para a Economia da Santa Sé e também membro do C9 revelou mais detalhes sobre o plano. Disse que a ideia é que os sacerdotes continuem a celebrar a Eucaristia e a proclamar a Palavra de Deus, mas que não são os principais protagonistas das comunidades locais e que não supervisionam tudo o que acontece na vida da paróquia.

“Estou convencido de que um estilo de liderança autoritário – segundo o qual uma pessoa dá ordens e as outras obedecem – não é mais necessário”, disse Marx. “A liderança moderna consiste em integrar os talentos das pessoas e não em fazê-las realizar as ideias de outra”, insistiu.

O cardeal também declarou que é de suma importância tornar as paróquias ainda mais vivas, um objetivo para o qual é absolutamente imprescindível que a Igreja atualize a linguagem que ela usa.

“É cada vez mais difícil para as pessoas entenderem o que estamos proclamando e até mesmo não entendem as nossas homilias”, lamentou o cardeal, acrescentando que, embora não tema pelo futuro da fé e da mensagem do Evangelho – dado que “é verdadeiramente uma mensagem muito poderosa” –, sim “temos que tentar encontrar novas formas de chegar às pessoas”.

“Quando nos perguntamos pelo significado da nossa fé para nós, isso é um desafio”, reconheceu Marx, acrescentando que a renovação das formas como o Evangelho é expresso torna-se cada vez mais urgente se não quisermos correr o risco de que o cristianismo se transforme em “mero fenômeno cultural”.

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