Igreja da Suécia veta termos masculinos para se referir a Deus

Mais Lidos

  • “Precisamos mudar a lente das instituições e olhar para essas ocorrências com a gravidade de fato que elas têm”, alerta a pesquisadora

    Lei Maria da Penha. 20 anos depois. Entrevista especial com Juliana Brandão

    LER MAIS
  • A Igreja deve usar os algoritmos sem se deixar algoritmizar. Entrevista com Arnaldo Rodrigues

    LER MAIS
  • 81 anos de Hiroshima e Nagasaki: os fantasmas do nosso tempo. Destaques da Semana no IHUCast

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

27 Novembro 2017

Chega de “Senhor” e “Ele”. A palavra “Deus” pode ser suficiente, até porque é a única que é neutra do ponto de vista do gênero sexual. A Igreja da Suécia baniu da linguagem da liturgia os termos masculinos referidos a Deus, porque Deus não tem sexo. Não é um “Ele”, nem mesmo uma “Ela”, obviamente.

A reportagem foi publicada por La Repubblica, 25-11-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A medida da Igreja Nacional Evangélica Luterana chega ao término de uma reunião de oito dias da qual participaram 251 membros. Uma espécie de pequeno Concílio Vaticano II em nível nacional, que também se ocupou de atualizar a linguagem de um livro de 31 anos, do qual eram tiradas as frases da liturgia, dos hinos e outros aspectos linguísticos. Isso entrará em vigor a partir do dia 20 de maio, dia de Pentecostes.

A Igreja da Suécia é a referência religiosa para 6,1 milhões de batizados em um país de 10 milhões. E talvez, não por acaso, tem à sua frente uma mulher, a arcebispa Antje Jackelén, que lembrou que o debate sobre a linguagem começou ainda em 1986. “Teologicamente”, explica, “Deus está além dos gêneros. Ele não é humano.”

Algumas críticas foram feitas à escolha. Christer Pahlmblad, professor de teologia da Universidade de Lund, declarou que, assim, “subestima-se a doutrina da Trindade. Não é uma medida inteligente. A Igreja da Suécia será conhecida como a Igreja que não respeita a herança teológica comum”.

Leia mais