A homenagem de Tagle à terra dos Papas do Concílio

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17 Outubro 2017

Hóspede do Festival da Missão que terminou neste domingo em Bréscia, o arcebispo de Manila e Presidente da Caritas Internationalis, cardeal Luis Antonio Gokim Tagle, concedeu-se na última sexta-feira uma "pausa", realizando um desejo acalentado há muito tempo: retornar nos lugares onde nasceram os dois papas do Concílio. Assim, acompanhado por Dom Michele Falabretti (responsável pelo serviço da pastoral juvenil da CEI) e recebido pelo pároco monsenhor Claudio Dolcini, chegou a Sotto il Monte de João XXIII; em seguida, dirigiu-se a Concesio. Foi a oportunidade para reiterar a todos os presentes seu grande afeto pelo Pontífice de Bérgamo que abriu o Concílio Vaticano II e pelo Pontífice de Bréscia, que o levou à conclusão. Afeto e também conhecimento profundo, especialmente sobre seu papel na virada na Igreja e na sociedade que a grande assembleia determinou.

A reportagem é de Marco Roncalli, publicada por Vaticano Insider, 14-10-2017. A tradução é de Luisa Rabolini.

Ordenado sacerdote em 1982, estudou nos Estados Unidos, onde foi aluno do teólogo Joseph Komonchak da Catholic University of America, em Washington, Tagle também trabalhou extensivamente sobre o Concílio, destacando-se especialmente ao comparar as teses de Suenens ( "Ecclesia ad intra" "Ecclesia ad extra") com as de Montini ( "Missão e mistério da Igreja") e, mais tarde, escrevendo uma tese intitulada "Colegialidade episcopal no ensinamento e na prática em Paulo VI". Os seus estudos sobre Montini também lhe permitiram participar de vários debates internacionais organizados pelo Instituto Paulo VI e trazer a sua contribuição para a "História do Concílio Vaticano II", a série editada por Giuseppe Alberigo e Alberto Melloni para a Fundação para as Ciências religiosas de Bolonha (especialmente colaborando com o volume IV na reconstrução e interpretação de uma das mais delicadas e complexas passagens do Vaticano II, a "semana negra" - de 14 a 21 novembro de 1964 - em que Paulo VI, estimulado pela minoria reconciliar, inseriu a chamada 'Nota Explicativa Praevia" para reafirmar o primado do Papa).

Se Tagle já conhecia Concesio e Bréscia (onde no final dos anos 1980 tinha se hospedado alguns meses, para estudos, no Instituto Piamarta e com o teólogo padre Rosino Gibellini, diretor da editora Queriniana), para o Cardeal filipino foi a oportunidade de uma primeira visita em Sotto il Monte. Aqui a sua visita começou pela casa natal, onde Angelo Giuseppe Roncalli nasceu em 25 de novembro de 1881; continuou na igreja vizinha de Brusicco onde parou diante da pia batismal e da lápide de mármore trazida das Grutas do Vaticano, onde tinha sido enterrado João XXIII, antes de ser exposto na Basílica de São Pedro. Então, depois de uma pausa para o almoço – na Ca' Maitino, a antiga casa de Roncalli sede de uma coleção de memórias que passaram das Irmãs Poverelle, para a tutela da paróquia - ele fez uma pausa para rezar na cripta do "santuário" diante do crucifixo que havia sido colocado diante do leito de morte do Papa João. No final da visita, no "Jardim da Paz", o Cardeal confidenciou ter apreciado especialmente o silêncio de alguns ambientes visitados, capaz de fortalecer o recolhimento interior para expressar a dimensão da "espiritualidade encarnada na cultura dos simples" que está dentro da "força evangelizadora da piedade popular", também objeto da "Evangelii gaudium". Ele expressou o desejo de voltar.

Ao entardecer Tagle chegou a Concesio, onde recentemente terminou a décima oitava edição da "semana Montiniana". Para saudar sua chegada, juntamente com os colaboradores do Instituto Paulo VI, também estava o pároco de Concesio VI, padre Fabio Peli. Na sede do Instituto o cardeal manteve conversações com o presidente, o teólogo Dom Angelo Maffeis. Lá, assinou o livro de visitas e visitou o arquivo pessoal de Paulo e a biblioteca. Com bastante emoção deteve-se em algumas cartas, como as cartas juvenis do futuro Papa aos pais. Tagle aqui também lembrou sua admiração pelo Papa e o trabalho do Instituto que ele bem conhece, desde a época em que sua sede era na cidade, na rua Gezio Calini. Depois visitou a casa natal de Montini, bem próxima. Uma visita fugaz. Em seguida retornou para Bréscia onde celebrou a missa na Basílica de São Faustino e se reuniu com a comunidade filipina local. "Saudações das Filipinas" gritou para seus compatriotas ao cumprimentá-los. Depois os convidou a pensar sim no trabalho, mas também tornarem-se "missionários de uma fé simples" - como aquela do país asiático mais católico, as Filipinas - "nos lares dos italianos".

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