Transumano: a união do ser humano com os robôs e a inteligência artificial

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05 Outubro 2017

"O transumano, desta forma, estará mais próximo de um ciborgue: meio humano, meio máquina. Ele poderá surgir da aceleração da evolução, engendrada pela própria racionalidade humana", escreve José Eustáquio Diniz Alves, doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE, em artigo publicado por EcoDebate, 04-10-2017.

Eis o artigo. 

Transumano é uma concepção de um ser humano melhorado e aperfeiçoado, ou de um ser pós-humano e pós-sapiens. O transumano, tal como imaginado pelos teóricos transumanistas, está em gestação e poderá vir à luz pelo avanço da ciência e da tecnologia, que permitirá a aplicação de técnicas das áreas de genética, nanotecnologia, robótica e neurociência, possibilitando superar os limites impostos ao ser humano por seu próprio corpo biológico natural.

O transumano, dizem, será um humano mais inteligente, por meio da criação de implantes neurais que permitam a interação com computadores pelo pensamento, e o uso de drogas capazes de manipular o cérebro humano, melhorando sua cognição, memória e concentração. A fusão do cérebro com a tecnologia e a inteligência artificial abriria um campo de evolução inimaginável.

Segundo os teóricos da singularidade tecnológica, o transumano também será imortal, pois a medicina regenerativa permitirá a substituição de órgãos, de células e moléculas do corpo, superando os limites da biologia e repondo partes do corpo com um substancial aperfeiçoamento do organismo. A manipulação genética de embriões eliminaria doenças e retardaria o envelhecimento.

Permitiria também ajudar a restaurar a visão e a audição, substituir órgãos danificados e restaurar as funções do sistema nervoso. A imortalidade surgiria da aplicação da “clonagem terapêutica” e da “medicina do rejuvenescimento”.

O transumano, desta forma, estará mais próximo de um ciborgue: meio humano, meio máquina. Ele poderá surgir da aceleração da evolução, engendrada pela própria racionalidade humana.

No livro “A Era das Máquina Espirituais”, o escritor Raymond Kurzweil, defende a ideia de que o crescimento exponencial da capacidade computacional, a aceleração do uso da inteligência artificial, o aperfeiçoamento das redes neurais, o progresso dos algoritmos genéticos, o desenvolvimento da robótica e a enorme capacidade de processamento de dados e informações, permitiria o surgimento de um ser humano superior: o transumano.

Para Kurzweil, o casamento da sensibilidade humana com a inteligência artificial e o avanço da tecnologia nas diferentes áreas, viabilizariam um milênio extraordinário, que alteraria, substancialmente, não só a maneira como vivemos, mas também a própria essência do ser humano.

O pensamento singularitano-cornucopiano prevê o desenvolvimento de uma raça superior (e imortal) vivendo em um mundo de abundância e onde a tecnologia seja capaz de resolver todos os problemas ambientais do presente e do futuro.

Evidentemente, há muitas contestações às propostas do movimento transumanista. A ideia de nos tornarmos transumanos imortais pode parecer muito interessante e convidativa, mas traz implicitamente muitos riscos e inúmeras discordâncias científicas e filosóficas. Um dos principais riscos é que um pequeno número de pessoas dê início a uma raça superior, enquanto a maioria da humanidade se transforme em uma sub-raça.

O debate sobre o novo ser – transumano superinteligente e longevo (ou imortal) – está aberto. Em 2011 dei uma entrevista para a jornalista Marta Barcellos, que fez uma ótima reportagem para o jornal Valor sobre a possibilidade da extensão da esperança de vida. Já tive também a oportunidade de discutir este assunto em dois artigos, cujos links seguem abaixo para quem tiver interesse em acompanhar alguns dos argumentos da defesa e da crítica às concepções transumanistas. Estes pontos foram retomados na entrevista ao IHU (28/09/2017).

Referências:

Marta Barcellos. Um longo amanhã, Jornal Valor, 04/11/2011 

ALVES, JED. Longevidade, singularidade, criogenia e transumanismo, Ecodebate, RJ, 08/02/2017 

ALVES, JED. Seremos transumanos imortais? Projeto Colabora, RJ, 12/09/2017 

ALVES, JED. A Inteligência Artificial pode se transformar em um monstro incontrolável. Entrevista a Patrícia Fachin, IHU, 28/09/2017 

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