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14 Setembro 2017

Os abusos na Igreja “não chegaram ao interesse e discussão pública em 75% dos países”. Países onde “não posso dizer onde e nem quando” aparecerá o tema da pedofilia clerical, “mas, sim, surgirá”. Esta advertência sombria acaba de ser lançada por Hans Zollner, sj, que visita a Austrália, nestes dias, para ver pessoalmente a explosão que as revelações da Comissão Real Antipedofilia causaram.

A reportagem é de Cameron Doody, publicada por Religión Digital, 13-09-2017. A tradução é do Cepat.

Estando em Brisbane para trabalhar com voluntários, bispos e vigários gerais das dioceses australianas as melhores práticas de proteção a menores, Zollner – especialista em abusos na Igreja e peça chave da Comissão Pontifícia para a Proteção de Menores – lamentou que na Austrália “as pessoas perderam completamente a fé na Igreja”, segundo aponta Catholic Leader.

“Parece que há apenas fé no que diz a Igreja”, afirmou Zollner. Algo que “não é verdade em outras partes do mundo”, e que torna a realidade australiana um “caso bastante único”.

“Temos que varrer nossa própria casa, e temos que nos responsabilizar pelo que aconteceu e o que está acontecendo neste momento”, continuou o teólogo e psicólogo alemão. “Foram cometidos abusos... e isto foi um grande problema para a Igreja local nos últimos trinta anos, especialmente nos últimos cinco, com a Comissão Real”, afirmou, fazendo menção à comissão de investigação estabelecida pelo governo australiano para esclarecer o alcance dos abusos sexuais contra crianças, cometidos em instituições estatais, beneficentes e eclesiais.

Estes abusos na Igreja, disse Zollner, são uma “realidade” que a Igreja inteira precisa enfrentar. Não só os líderes da mesma – “até agora sacerdote, em maior parte” –, mas “todos” os fiéis, aqueles que “se identificam com os crimes e pecados que foram cometidos”.

Em fevereiro, a Comissão Real Antipedofilia revelou que 7% do clero católico australiano se envolveu em quase 4.500 casos de abusos, nos últimos sessenta anos. Esta publicará suas conclusões e recomendações finais no próximo dia 15 de dezembro. Enquanto isso, o cardeal George Pell – uma das figuras eclesiásticas de maior influência, cuja conduta foi investigada nas visitas da Comissão – enfrentará seu próprio julgamento por abusos, a partir do dia 6 de outubro.

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