Oxfam: “Poços, alimentos e áreas limpas para salvar vidas na África”

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13 Agosto 2017

“Eu estive no sul da Etiópia, na fronteira com a Somália, em dois períodos diferentes, fevereiro e julho. Isso me deu a oportunidade de ver os resultados do trabalho que iniciamos. Na sua dramaticidade, foi uma grande e bela experiência.” Silvia Testi é responsável pelo escritório África da Oxfam, a ONG que se dedica à redução da pobreza global.

A reportagem é de Raffaella Scuderi, publicada no jornal La Repubblica, 11-08-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis a entrevista.

Qual é o principal setor de intervenção da Oxfam?

Wash, que significa water, sanitation e hygiene (água, saneamento e higiene). O nosso objetivo é salvar a vida humana. Sem água, é impossível sobreviver, e é preciso que ela seja limpa. Nós fornecemos o acesso a ela com a construção de poços e estruturas de banheiros e latrinas. Em 2016, respondemos a 55 crises humanitárias em 45 países e alcançamos 13 milhões de pessoas.

Como está a situação na Etiópia?

Há uma crise alimentar sem precedentes devido à fome e à seca que está atingido o país há três anos. Falta a principal fonte de subsistência em um lugar que vive predominantemente de criação de animais e pastoreio. Especialmente na fronteira com a Somália e o Sudão. Os habitantes não conseguem mais realizar as suas atividades, e 80% dos animais morreram.

Que experiência você viveu este ano?

Havia animais mortos abandonados pelas ruas e muitas pessoas seriamente desnutridas. Trabalhamos em colaboração com outras ONGs dentro de dois campos de refugiados. No sul do país, a partir do segundo semestre de 2016, houve um grande afluxo de migrantes provenientes do sul do Sudão. Eles chegavam em um ritmo de 1.000, 2.000 por mês. Em fevereiro, o campo em que eu trabalhava continha 30 mil. Em julho, haviam se tornado de 65 mil.

Como vocês intervieram?

Tentamos dar-lhes a oportunidade de ter acesso a áreas limpas, através da disponibilização de recursos tecnológicos, como os poços de drenagem da água, os meios para transferir a água dos poços para os campos e, em alguns casos, até mesmo os caminhões para transportá-la. Há uma enorme disseminação de diarreia e cólera que podem ser prevenidas com práticas de saúde e de higiene adequadas. Também ensinamos o modo correto de utilização da água.

Você mencionou uma mudança visível entre a sua primeira missão de fevereiro e a de julho. De que ponto de vista?

Assisti a mudanças radicais. Quando abrimos o campo em fevereiro, as pessoas que chegavam não tinham nada. Depois de quatro meses, eu as revi inseridas em um contexto em que, finalmente, tinham acesso tanto aos bens primários, quanto a condições de higiene e saúde aceitáveis. As crianças tinham recomeçado a viver e a ir à escola, e as mães tinham retomado as suas pequenas atividades de mercado. Tinha sido recriada uma espécie de vilarejo. O tempo de permanência nesses campos é muito longo e pode durar anos. A capacidade de intervir rapidamente nos deu a oportunidade de salvar vidas.

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