Os Campos Voltarão

Revista ihu on-line

Henry David Thoreau - A desobediência civil como forma de vida

Edição: 509

Leia mais

Populismo segundo Ernesto Laclau. Chave para uma democracia radical e plural

Edição: 508

Leia mais

Gênero e violência - Um debate sobre a vulnerabilidade de mulheres e LGBTs

Edição: 507

Leia mais

Mais Lidos

  • 'Estamos frente a um sistema de agiotagem que paralisou o país'

    LER MAIS
  • Reforma aproxima trabalhadores de condições análogas à escravidão, diz historiadora

    LER MAIS
  • O recado da floresta à população 4.0

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU

close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

11 Agosto 2017

Os Campos Voltarão
Ficha técnica
Nome: Os Campos Voltarão
Nome Original: Torneranno i prati
Cor filmagem: Colorida
Origem: Itália
Ano de produção: 2015
Gênero: Guerra, Drama
Duração: 80 min
Classificação: 12 anos
Direção: Ermanno Olmi
Elenco: Claudio Santamaria, Camillo Grassi, Niccolò Senni

Sinopse

Durante uma trégua na I Guerra Mundial, um grupo de soldados está isolado numa montanha na Itália. Cercados pelos inimigos, eles esperam novas ordens e tentam resistir ao frio, à fome, ao medo e manter seu espírito forte.

O comentário que reproduzimos a seguir é de Neusa Barbosa, crítica de cinema, publicado por Cineweb, 04-07-2017.

Eis o texto.

Partindo das memórias de seu próprio pai e de livre referência a um conto (La Paura, de Federico de Roberto), o veterano diretor italiano Ermanno Olmi (A Árvore dos Tamancos) cria um curto mas intenso e sublime relato sobre as iniquidades da guerra. De todas as guerras, embora o cenário desta história seja a Primeira Guerra Mundial, em 1917.

Com uma contenção que evoca expectativa, medo e uma cada vez mais combalida esperança, ele retrata um grupo de soldados confinados a uma trincheira no inverno. Cercados de neve, com frio e fome e aproveitando uma relativa trégua nas batalhas, eles tentam manter o espírito firme. Mas isso é cada vez mais difícil, pela espera, a inatividade e, finalmente, pelos sons distintos ao longe, que anunciam a próxima retomada do confronto. Nesse clima, o filme evoca um outro italiano, Valerio Zurlini, e seu fundamental O Deserto dos Tártaros, numa outra chave.

A chegada de oficiais com ordens impossíveis de cumprir é o detalhe que faltava para angustiar a tropa. Seu capitão, aliás, está com febre – é a gripe espanhola, que está dizimando também fora dali.

O maior atrativo do filme é como encena este desespero surdo, que não domina completamente, mas expõe os soldados a uma situação-limite, que extrai de cada um reações distintas. Salta uma visão nada heroica, nem idealizada do que acontece numa guerra, não só esta, ainda que cada soldado se mostre capaz de um discurso quase poético diante da câmera, como se estivesse num teatro, sem que isso acarrete nenhuma rigidez. Ao contrário, quando cada um deles nos fita, é como se nos falasse diretamente, numa confissão pungente. Poucas definições serão melhores do que a que aparece nos letreiros finais: “A guerra é um animal feio que nunca pára”. Frase de um pastor, não de um filósofo, mas totalmente sábia.

Eis o trailer.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Instituto Humanitas Unisinos - IHU - Os Campos Voltarão