“Eu não gosto dos extremismos, nem dos progressistas, nem dos tradicionalistas.” Entrevista com Luis Ladaria

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04 Julho 2017

Logo depois da nomeação, por parte de Bento XVI, do então padre Luis Ladaria, atual presidente da Congregação para a Doutrina da Fé, nomeado no último sábado, em uma entrevista com a revista 30 Giorni, em 2008, com reportagem de Gianni Cardinale, deu estas respostas, dentre outras.

A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis a entrevista.

Quem foram os seus mestres?

Tenho o prazer de recordar alguns. Em Frankfurt, na Alemanha, onde eu estudei teologia, tive como professores o Pe. Grillmeier, que depois se tornou cardeal, que era um grande estudioso de dogmática; o Pe. Otto Semmelroth e o Pe. Herman Josef Sieben, no início da sua carreira acadêmica, que depois se tornaria um dos maiores especialistas no mundo da ideia conciliar. Em Roma, fiz a minha tese com o Pe. Antonio Orbe, grande patrólogo, e tive como professores os padres Juan Alfaro e Zoltan Alszeghy.

Você também estudou na Alemanha. Nunca se cruzou com o professor Ratzinger?

Não pessoalmente. Mas conheci os seus escritos. Em particular, a “Introdução ao Cristianismo”, que era a sua obra mais conhecida, mas também o seu livro sobre o povo de Deus. Lembro que, até na nossa faculdade, circulavam alguns textos do então professor Ratzinger.

E quando conheceu pessoalmente o atual pontífice [Bento XVI]?

Em 1992, quando me tornei membro da Comissão Teológica Internacional. Lembro-me com prazer das aprofundadas discussões que eram feitas sobre o tema das relações entre o cristianismo e as outras religiões. As intervenções do cardeal Ratzinger eram sempre muito precisas e profundas, e a discussão era sempre de alto nível. O trabalho dessa comissão é muito interessante, tanto pelos temas tratados, sempre de grande importância, quanto pelo fôlego internacional e católico que nela se respira.

Há alguns que definiram você como um conservador moderado e teologicamente centrista. Reconhece-se nessas definições?

Devo dizer que eu não gosto dos extremismos, nem dos progressistas, nem dos tradicionalistas. Acho que há um caminho do meio, que é o que é percorrido pela maioria dos professores de Teologia aqui em Roma e na Igreja em geral, que me parece ser o caminho certo a seguir, mesmo que cada um de nós tenha as suas peculiaridades, porque, graças a Deus, não nos repetimos, não somos clones.

No mundo tradicionalista, a sua nomeação não agradou. Na Espanha, o teólogo Pe. José María Iraburu acusou a sua obra “Teologia do pecado original e da graça” de não estar em conformidade com a doutrina da Igreja, enquanto o periódico “Sí sí no no” chegou a escrever que o seu livro “Antropologia Teológica” “está completamente fora da tradição dogmática católica”. Está preocupado com esses julgamentos?

Cada um é livre para criticar e fazer os julgamentos que quiser. Se você me perguntar se estou preocupado, devo dizer que essas opiniões não me preocupam mais tanto. Além disso, se fui nomeado para esse ofício, devo presumir que as minhas obras não merecem esses julgamentos.

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