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26 Maio 2017

Neste espaço se entrelaçam poesia e mística. Por meio de orações de mestres espirituais de diferentes religiões, mergulhamos no Mistério que é a absoluta transcendência e a absoluta proximidade. Este serviço é uma iniciativa feita em parceria com o Prof. Dr. Faustino Teixeira, teólogo, professor e pesquisador do PPG em Ciências da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora - MG.

O dom do céu

A nós, poetas,
cabe resistir
à tormenta de Deus,
com a cabeça desnuda,
e colher com as mãos
a faísca do Pai,
e transmitir ao povo
envolvido em canção
o dom do céu.

Hölderlin

Fonte: Antonio Pau. Hölderlin. El rayo envuelto en canción. Madrid: Trotta, 2008, p. 7.


Hölderlin por Franz Karl Hiemer (Wikimedia Commons)

Johann Christian Friedrich Hölderlin (1770 — 1843), poeta lírico e romancista alemão. Conseguiu sintetizar na sua obra o espírito da Grécia antiga, os pontos de vista românticos sobre a natureza e uma forma não ortodoxa de cristianismo, alinhando-se hoje entre os maiores poetas germânicos. 

A poesia de Hölderlin, que hoje é considerada de grande destaque dentro dos estudos germânicos, permaneceu desconhecida até a metade do século XIX. Ele não foi reconhecido entre os escritores de sua época, permanecendo desconhecido mesmo após sua morte. Para os seus contemporâneos, Hölderlin era um jovem romântico e melancólico, mero imitador de Schiller. O grande reconhecimento veio mais tarde.

É autor de A Morte de Empédocles (1800), Hipérion ou O Eremita na Grécia(1799), Tragédias de Sófocles (1804) e Poemas de Friedrich Hölderlin (editado por Ludwig Uhland e Gustav Schwab, 1826).

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