Papa surpreende em El Salvador e escolhe bispo auxiliar ao invés de Arcebispo

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22 Maio 2017

Após o iminente Consistório para a criação de cinco novos cardeais, uma situação quase sem precedentes acontecerá em El Salvador: um bispo auxiliar será ordenado cardeal, enquanto que o arcebispo titular da mesma diocese, não.

Ninguém consegue recordar uma situação semelhante, nos tempos modernos da Igreja Católica. É difícil narrar uma situação dessas para eras imemoriais. Mas a situação que será criada em 28 de junho, quando o papa conferir o capelo vermelho (o galero) a Gregorio Rosa Chávez, certamente gerará estranheza. Uma espécie de "anomalia": escolher a um bispo auxiliar purpurado e não o titular da mesma diocese. Isso acontecerá em El Salvador, onde o clérigo é auxiliar de José Luis Escobar Alas, Arcebispo de San Salvador.

A reportagem é de Andrés Beltramo Álvarez, publicada por Vatican Insider, 21-05-2017. A tradução é de Henrique Denis Lucas.

O nome de Rosa Chávez é um dos cinco novos cardeais anunciados pelo papa, hoje, no final da sua bênção, entoando "Regina Coeli" (Rainha do Céu). Olhando pela janela de seu gabinete particular, no Palácio Apostólico do Vaticano, diante de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, Francisco surpreendeu novamente. Anunciou que na quarta-feira, 28 de junho, ele presidirá um Consistório Cardinalício.

Juntamente ao salvadorenho, completam a lista Juan José Omella, Arcebispo de Barcelona (Espanha); Jean Zerbo, Arcebispo de Bamako (Mali); Anders Arborelius, Bispo de Estocolmo (Suécia) e Louis-Marie Ling Mangkhanekhoun, Vigário Apostólico de Pakse, no Laos.

Ninguém esperava o anúncio deste domingo, nenhuma informação vazou para a imprensa. Os observadores, amantes dos cálculos e das antecipações, não pensavam que Jorge Mario Bergoglio pudesse querer criar novos "príncipes da Igreja" sendo que há tão poucas vagas no Colégio Cardinalício. Tampouco consideravam possível que isso fosse feito nessas datas, cheias de celebrações tradicionais.

Na verdade, este Consistório ofuscará, de certa forma, a celebração do pálio arcebispal, que sempre é programada para a festa dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, no dia 29 de junho. Agora, a consagração dos cardeais ocorrerá no dia 28 e, um dia após a missa desta festa, o pontífice celebrará conjuntamente aos novos cardeais, os outros purpurados e, claro, os arcebispos designados para seus postos nos últimos 12 meses.

Mas as surpresas, todos sabem, são uma constante deste pontificado. Elas manifestam-se de muitas maneiras, mas especialmente na ordenação de novos cardeais. Desde o primeiro Consistório Cardinalício, em 22 de fevereiro de 2014, Francisco deixou claro que a escolha dos purpurados é uma decisão sua, "extremamente pessoal". Ele sempre manteve os nomes em sigilo. Ele não se deixa condicionar e não se permite reger pelas "regras não escritas".

Assim, criou cardeais em lugares remotos, pequenos países, ilhas e nações que nunca antes haviam contado com um purpurado. Ao mesmo tempo, deixou esperando os arcebispos das chamadas "sedes cardinalícias", que tradicionalmente contavam com um barrete vermelho. O próximo Consistório, o quarto deste papado, não será exceção. Com um detalhe estrondoso: dar o cardinalato a um bispo auxiliar, criando, de fato, uma situação onde o clérigo superior possui um posto episcopal menor do que o clérigo inferior será ordenado.

O que acontecerá em El Salvador será inédito e corresponde, entre outras coisas, a uma homenagem ao Beato Oscar Arnulfo Romero, assassinado em 24 de março de 1980, e que foi consagrado pela história como o "bispo dos pobres". Rosa Chávez, que esteve muito envolvido no processo de canonização de Romero, nasceu na localidade de Sociedad, em 3 de setembro de 1942. Estudou filosofia e teologia no Seminário Central San José de la Montaña, em San Salvador, entre 1962 e 1969.

Ele também fez cursos na Universidade Católica de Lovaina, na Bélgica, após a obtenção de uma licenciatura em comunicação social. Em 1965 ele prestou serviço no seminário menor da diocese de San Miguel. Foi ordenado sacerdote em 24 de janeiro de 1970, na Catedral de San Salvador. Desempenhou seu papel como secretário episcopal na diocese de San Miguel (1970-1973), além de ter servido como pároco da Igreja do Rosário, na mesma cidade.

Nos últimos anos, ele vinha ocupando o posto de diretor de mídias da diocese, com a Radio Paz e o Semanário Chaparrastique. Serviu como reitor do Seminário Central de Montaria de San José, entre 1977 e 1982, e foi membro do Conselho da Organização dos Seminários da América Latina de 1979 a 1982. Escolhido pelo Papa João Paulo II como bispo auxiliar de San Salvador, em 3 de julho de 1982, ele atualmente é o paroquiano da Igreja de San Francisco, presidente da associação Caritas em seu país, e também da Caritas da América Latina e do Caribe.

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