Passageiros de avião estão cada vez mais sujeitos a sofrer a radiação espacial

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19 Maio 2017

Os passageiros de avião, especialmente aqueles que viajam com frequência ou realizam viagens longas, enfrentam um risco cada vez maior de ficarem expostos à radiação de partículas do espaço, e esse perigo aumentará nos próximos anos, segundo um estudo.

A reportagem é publicada por Rebelión, 18-05-2017. A tradução é do Cepat.

Uma pesquisa da Universidade do Colorado, em Boulder (Estados Unidos), revela que a exposição à radiação espacial, quase inevitável em viagens que sobrevoam os polos, é equivalente ao que se recebe quando se faz um exame de Raios-X de tórax.

A autora do estudo, Delores Knipp, aponta que, além dos riscos e incômodos próprios de viajar em um avião, desde o terrorismo até o de ser expulso da aeronave à força, os passageiros deverão se preocupar com que a radiação proveniente do espaço não modifique seu DNA, nem altere o funcionamento de suas células.

E, durante a próxima década, quando se prevê que diminuirá a atividade solar, o problema aumentará, devido ao fato que, por essa razão, mais partículas do espaço chegarão à Terra sem ser desviadas pelo sol ou pelo vento solar, destaca o estudo.

Os pilotos de companhias aéreas estadunidenses “estão preocupados o suficiente para assistir a conferências (sobre o clima espacial), pois conhecem as pesquisas mais recentes sobre a radiação na aviação”, afirma Knipp em seu estudo.

A autora explica que suas pesquisas começaram quando relacionou o iminente início do chamado “ciclo solar mínimo”, que dura uns 22 anos, durante os quais se reduz a atividade solar, com a capacidade de os raios cósmicos penetrarem no interior das aeronaves.

Knipp utilizou pesquisas previamente realizadas pela NASA, assim como medições feitas por globos aerostáticos sobre a radiação que chega à terra e modelos desenvolvidos por computadores, para determinar que quando as partículas espaciais entram no avião, criam uma “chuva de partículas” com alta energia.

“No futuro próximo, os cientistas precisam transformar o conhecimento que obtivemos em medidas padronizadas e práticas para avaliar o impacto na saúde, a longo prazo, em tripulantes e passageiros”, aponta a pesquisadora.

Além disso, diz, as companhias aéreas deverão se preparar para uma “maior radiação espacial”, o que poderia levar a mudanças de rotas ou cancelamentos de alguns dos 100.000 voos diários, em todo o mundo, para evitar uma superexposição a essa radiação.

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