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19 Maio 2017

A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho segundo João capítulo 14,15-21 que corresponde ao Sexto Domingo de Páscoa, ciclo A do Ano Litúrgico. O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto. 

Eis o texto

Jesus está se despedindo dos seus discípulos. Vê que estão tristes e abatidos. Brevemente já não o terão. Quem poderá encher o seu vazio? Até agora foi Ele que cuidou deles, defendeu-os dos escribas e fariseus, sustentou a sua fé débil e vacilante, foi-lhes mostrando a verdade de Deus e os iniciou no seu projeto humanizador.

Jesus fala-lhes apaixonadamente do Espírito. Não os quer deixar órfãos. Ele mesmo pedirá ao Pai que não os abandone que lhes dê “outro Defensor” para que “permaneça sempre com eles”. Jesus chama-lhe “o Espírito da verdade”. Que se esconde nestas palavras de Jesus?

Este “Espírito da verdade” não deve ser confundido com uma doutrina. Esta verdade não tem de se procurar nos livros dos teólogos nem nos documentos da hierarquia. É algo muito mais profundo. Jesus diz que “vive conosco e está em nós”. É alento, força, luz, amor que nos chega do mistério último de Deus. Temos de acolhê-lo com coração simples e confiado.

Este “Espírito da verdade” não nos converte em “proprietários” da verdade. Não vem para que imponhamos a outros a nossa fé, nem para que controlemos a sua ortodoxia. Vem para não nos deixar órfãos de Jesus, e nos convida a nos abrirmos à Sua verdade escutando, acolhendo e vivendo seu Evangelho.

Este “Espírito da verdade” não nos faz tampouco “guardiães” da verdade, mas testemunhas. O nosso que fazer não é disputar, combater nem derrotar adversários, mas viver a verdade do Evangelho e “amar Jesus guardando seus preceitos”.

Este “Espírito da verdade” está no interior de cada um de nós, defendendo-nos de tudo o que nos poda afastar de Jesus. Convida a abrir-nos com simplicidade ao mistério de um Deus Amigo da vida. Quem procura este Deus com honradez e verdade não está longe Dele. Jesus disse em certa ocasião: “Todo aquele que é da verdade escuta minha voz”. É certo.

Este “Espírito da verdade” convida-nos a viver na verdade de Jesus no meio de uma sociedade onde com frequência à mentira se lhe chama estratégia; à exploração, negócio; à irresponsabilidade, tolerância; à injustiça, ordem estabelecida; à arbitrariedade, liberdade; à falta de respeito, sinceridade...

Que sentido pode ter a Igreja de Jesus se deixamos que o Espírito da Verdade fique esquecido nas nossas comunidades?

Quem a poderá salvar do autoengano, dos desvios e da mediocridade generalizada?

Quem anunciará a Boa Nova de Jesus numa sociedade tão necessitada de alento e esperança?


Aprofunde sua reflexão...

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