Governo do MS fornece carne podre para comunidades indígenas

Revista ihu on-line

Vilém Flusser. A possibilidade de novos humanismos

Edição: 542

Leia mais

Vilém Flusser. A possibilidade de novos humanismos

Edição: 542

Leia mais

Planos de saúde e o SUS. Uma relação predatória

Edição: 541

Leia mais

Planos de saúde e o SUS. Uma relação predatória

Edição: 541

Leia mais

Hans Jonas. 40 anos de O princípio responsabilidade

Edição: 540

Leia mais

Hans Jonas. 40 anos de O princípio responsabilidade

Edição: 540

Leia mais

Mais Lidos

  • Como a ciência defende a floresta. Entrevista com Carlos Afonso Nobre

    LER MAIS
  • Santa Irmã Dulce, a ''Madre Teresa brasileira''. Bolsonaro ausente

    LER MAIS
  • Aos 15 anos da morte do filósofo francês Jacques Derrida, o último subversivo

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

16 Maio 2017

O jornal Top Mídia News denunciou uma situação degradante para comunidades indígenas Terena em Mato Grosso do Sul: “Empresa repassa para índios carne podre ‘que nem cachorro come’“. A reportagem afirma que a empresa escolhida pelo governo estadual para fornecer cestas básicas tem levado carne podre para aldeias Terena na região dos municípios de Aquidauana, Anastácio e Miranda.

A reportagem é de Izabela Sanchez e publicada por De Olho Nos Ruralistas, 15-05-2017.

As cestas são fornecidas pela Secretária de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho. Elas já foram alvo de críticas pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), pela negligência junto às comunidades indígenas no estado. O Ministério Público Federal no Mato Grosso do Sul teve de intervir e firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para que as cestas chegassem até as áreas retomadas pelos Guarani Kaiowá. Essas terras são reivindicadas como tradicionais, mas não foram demarcadas pela União.

Contrato de R$ 8,5 milhões

Os indígenas contam que estão recebendo carne podre que “até os cachorros se recusam a comer”. A equipe do jornal visitou os locais e constatou a situação. A empresa que fornece as cestas básicas para as aldeias da região de Aquidauana, segundo o portal, é a Tavares & Soares Ltda, nome fantasia Farturão Alimentos. O contrato foi renovado em agosto de 2016, com vigência de um ano e valor total de R$ 8,5 milhões.

O Top Mídia News informa:

– A carne entregue na última cesta básica enviada em 3 de maio chegou já fora do prazo de validade. Os indígenas mostraram à reportagem a embalagem fechada, com a validade de 1º de maio, dois dias antes da entrega. A carne apresentou visual apodrecido, cheio de sebo. Ao abrir o pacote foi constatado o odor de podridão.

Os Terena contam que tentaram ferver o alimento para tirar o cheiro. “Mas a carne é podre. Não serve para consumo. Demos para os cachorros, mas nem eles quiseram comer”. Segundo o jornal, foi sugerida a troca da carne por sardinhas em lata, na tentativa de “resolver o problema”.

A reportagem relata que o arroz e o feijão também apresentaram má qualidade. “Em algumas das cestas básicas o arroz entregue continha carunchos e corós, conforme o vídeo realizado pelos moradores da aldeia”, descreveu o jornal. “Os grãos do feijão carioquinha apresentam coloração totalmente pretejada, inclusive interno”.

Consea viu a tragédia humana

Após visita ao Mato Grosso do Sul, o Consea produziu este ano um relatório com críticas ao papel do governo estadual no atendimento às comunidades indígenas, em especial as Guarani Kaiowá. O relatório afirma que o estado é palco de uma tragédia humana. De Olho nos Ruralistas contou aqui esta história: “Consea relaciona ‘tragédia humana’ dos Guarani Kaiowá ao agronegócio“.

“Apesar desse Inquérito Civil, o governo estadual deixou de entregar cestas de alimentos para famílias que residem em áreas de retomada, alegando que vivem em áreas não regularizadas”, afirmou a presidente do Consea, Maria Emília Lisboa Pacheco.

O documento deu atenção especial à situação das crianças Kaiowá, que enfrentam a desnutrição, a falta de políticas de saúde e a marginalização da educação pública. O Consea cita dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional sobre a desnutrição de crianças menores de 5 anos. No município de Antônio João, um dos principais cenários de conflitos com fazendeiros, as crianças apresentaram um déficit de altura em relação à idade de 24,6%.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Governo do MS fornece carne podre para comunidades indígenas - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV