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Por: Ana Paula Abranoski e Viviane Aparecida F. de Lara Matos | 19 Abril 2017

“O sonho inventa o caminho, não pense no caminho, pense no sonho”. Foi com esta pegada que os educadores populares Susi Monte Serrat e João Bello, idealizadores da oficina Semeador de Sonhos, inauguraram o primeiro encontro pelo ciclo de debates e vivências Juventude e Democracia, oferecido pelo CEPAT a adolescentes e jovens do Colégio Escola Estadual Polivalente, no bairro Boqueirão, em parceria com o Núcleo de Direitos Humanos da PUCPR e apoio do Instituto Humanitas Unisinos. Em meio a violões, viola, malabares, chapéus de todos os tipos e cores, mágica e outros recursos, tais educadores foram despertando estes jovens, tornando a rotina do colégio, na noite da última quarta-feira, 12 de abril, em uma verdadeira fábrica do sonho, mesmo sem deixar de reconhecer as ameaças que pairam sobre a nossa utopia democrática.


Jovens debateram os problemas do país e celebraram seus sonhos (Foto: Matheus Arruda)

Os educadores populares Susi e João trabalharam a oficina a partir da realidade vivida hoje no Brasil, ressaltando a onda neoliberal que revivemos, com a perca de diretos sociais. Por meio da arte, convidaram os participantes para uma viagem pelo circo da vida. João Bello desafiou a todos(as) a estabelecer um novo olhar sobre a realidade, trazendo o que chama o ‘olhar da poesia’, em perfeita sintonia com as músicas escolhidas e cantadas por Susi Monte Serrat, que adensaram as reflexões. Foram apresentando a realidade sociopolítica e econômica do país e do mundo, demarcando as fragilidades da democracia, o modelo político instaurado no país. Ao mesmo tempo, despertaram os(as) participantes para a rica possibilidade do sonho, despertando e fortalecendo nos(as) adolescentes e jovens uma possível saída da estagnação que impede o sonho com um mundo diferente, com mudanças sociais para conseguirmos romper com a era do esgotamento da imaginação política.     

Entre os dilemas sociais da atual conjuntura brasileira, Susi e João Bello apresentaram os seguintes pontos: PEC 241/2016 (da morte), que impõe limites aos gastos públicos para os próximos 20 anos; PEC 287/2016 da Previdência Social, que prevê medidas que retirarão a maior parte da proteção social conquistada pelos trabalhadores(as), um ataque direto aos direitos sociais. Também trouxeram para o debate o tema da Reforma Agrária, da luta pela demarcação das Terras Indígenas; e problematizaram a manipulação das grandes mídias sobre a opinião pública, que gera a intolerância, o extermínio da juventude negra, a criminalidade do uso/abuso das drogas e o espaço que o narcotráfico tem tomado na vida das famílias e dos jovens.

Ao longo da oficina, importantes questões foram surgindo: Quais perspectivas temos hoje? Como ser jovem e fazer democracia em tempos difíceis? Houve reações dos(as) jovens, que partilharam as angústias vivenciadas no cotidiano, além das já apontadas pelos educadores populares, como o enfrentamento da intolerância religiosa, de gênero e raça, que foram destacadas nas problemáticas que vivem diretamente.

Ao final do encontro, Susi e João realizaram uma dinâmica que estimulou o senso de responsabilidade, a reflexão individual e coletiva, a criatividade e a comunicação. A partilha dos(as) jovens foi um momento único, pois 90% dos(as) que partilharam seus sonhos, expuseram questões concretas e coletivas: acreditam em outra forma de sociedade, que seja fraterna, justa e solidária. Para chegar a esse objetivo, sabem que a sociedade precisará da contribuição de todos. Semeando sonhos, Susi e João despertaram o interesse e o desejo de mudança, firmando um compromisso em favor das futuras gerações, por meio das ações individuais e coletivas. Como bem lembraram, sonho “é transformação e um desafio bom”... e “o importante não é apenas o destino final, mas, sim, o trajeto”.

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