Papa e Islã: o diálogo recomeça no Egito

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20 Março 2017

O pontífice estará no Cairo nos dias 28 e 29 de abril. Qual é o significado da viagem? Francisco vai para as terras do Islã para encontrar outro “papa” cristão, o patriarca copta. E, depois, para visitar a mais importante universidade sunita do mundo.

A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada no jornal La Stampa, 19-03-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto;

A viagem que Bergoglio irá realizar ao Egito nos dias 28 e 29 de abril é simbólica tanto para as relações ecumênicas com uma das mais antigas Igrejas cristãs do Oriente, quanto para as relações com o mundo muçulmano ameaçado pelo jihadismo.

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Greg Burke, anunciou oficialmente nesse sábado a viagem do pontífice, a primeira do ano. “Acolhendo o convite do presidente da República, dos bispos da Igreja Católica, de Sua Santidade Papa Tawadros II e do Grão-Imã da Mesquita de al-Azhar, Mohamed Cheikh Ahmed el-Tayyib”, o papa “fará uma viagem apostólica à República Árabe do Egito entre os dias 28 e 29 de abril”, visitando a cidade do Cairo.

O programa ainda não é conhecido, mas já é significativa a sequência dos convites citados no comunicado, que antecipa a escala dos encontros. Com o presidente al-Sisi, que recentemente eliminou algumas restrições legislativas liberalizando a construção de novas Igrejas.

Junto com a comunidade copta católica e com a Igreja Copta Ortodoxa de Alexandria. Francisco tinha recebido Tawadros no Vaticano em 2013, repetidamente expressou a sua proximidade ao patriarca depois dos atentados que, nos últimos anos, ensanguentaram o país.

Os coptas foram postos na mira pelos terroristas islâmicos e considerados um bode expiatório para os protestos de rua contra o presidente Morsi, depois forçado a deixar o poder. E, finalmente, o encontro com o imã de al-Azhar, já recebido no Vaticano em maio passado.

As relações entre a Santa Sé e a al-Azhar foram retomadas há pouco mais de um ano, depois do gelo que caiu no início de 2011 por causa das polêmicas levantadas por uma declaração de Bento XVI.

Nas últimas semanas, em al-Azhar, foi realizado um simpósio sobre os extremismos, do qual participaram o cardeal Jean Louis Tauran e que terminou com uma declaração comum contra os fanatismos e as violências em nome da religião.

Será a 17ª viagem internacional do papa, a quarta a um país de maioria muçulmana, depois da Jordânia, Turquia e Azerbaijão. Francisco já anunciou para este ano o desejo de visitar também o Sudão do Sul, com uma viagem relâmpago de um único dia.

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