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12 Março 2017

Depois de abalar o mercado de mobilidade urbana com seu aplicativo de transporte de passageiros, a Uber vive um período de inferno astral. Em menos de um mês, a empresa foi acusada de plágio, teve que demitir um executivo suspeito de assédio sexual, perdeu processos na Justiça e viu seu CEO vir a público pedir desculpas. Isso sem contar o aumento de reclamações por parte dos usuários e dos próprios motoristas do aplicativo. A Uber está entre as empresas que mais tiveram reclamações no site Reclame Aqui. Foram 32.757 queixas nos últimos 12 meses, número que a colocou em 15º lugar no ranking de reclamações.

Muitas das queixas são sobre problemas com pagamentos. Usuários reclamam de cobranças indevidas e motoristas questionam alterações na forma de calcular a tarifa da corrida. Segundo o site Reclame Aqui, 79,3% dos pedidos foram respondidos, com 65,4% dos casos tendo uma solução.

A reportagem é de Jéssica Sant’Ana e publicada por Gazeta do Povo, 10-03-2017.

Só nos nove primeiros meses de 2016, a Uber perdeu US$ 2,2 bilhões. O principal motivo seria a concorrência com a Lyft, aplicativo de transporte de passageiros em funcionamento nos Estados Unidos. A empresa também perdeu a disputa por mercado na China e foi comprada pela concorrente Didi Chuxing.

As perdas, contudo, não mexem na posição da empresa, que segue sendo a startup mais valiosa do mundo, com valor de mercado de US$ 65 bilhões. Resta saber por quanto tempo.

Confira, abaixo, uma retrospectiva do inferno astral da Uber:

Ferramenta para enganar autoridades

No dia 3 de março, o jornal The New York Times divulgou que a Uber usa um software para enganar autoridades no mundo inteiro. A ferramenta, chamada de Greyball, bloqueava solicitações de corridas feitas por autoridades que estavam investigando o aplicativo. Com isso, a autoridade tentava solicitar um Uber, mas via no aplicativo que não tinha nenhum motorista por perto.

Batalha perdida em Londres

Ainda no dia 3 de março, a Uber perdeu a batalha contra a prefeitura de Londres. A justiça inglesa decidiu que todos os motoristas do aplicativo no país terão de fazer uma prova para poder prestar o serviço. A nova regra, que inclui prova em inglês, já é aplicada aos taxistas de Londres. Segundo a Uber, 30% dos seus motoristas podem não passar no teste, devido ao elevado nível de complexidade.

Pedido de desculpa do CEO

No dia 28 de fevereiro, o CEO da Uber, Travis Kalanick, veio a público pedir desculpas. Ele discutiu com um motorista do aplicativo que questionava as tarifas reduzidas e os ganhos menores. Kalanick, no fim da discussão, perdeu o controle e falou palavras de baixo calão para o motorista. Tudo foi gravado e publicado na internet, o que gerou uma repercussão negativa para a marca.

Executivo demitido

No dia 27 de fevereiro, a Uber demitiu o seu recém-contratado vice-presidente de Engenharia. Amit Singhal era chefe de buscas do Google e saiu da companhia por ser suspeito de assediar sexualmente uma funcionária. A Uber acabou contratando o executivo sem saber do que ele estava sendo acusado. Depois de um mês que Singhal estava no cargo de vice-presidente, a Uber ficou sabendo da acusação e demitiu o funcionário.

Plágio

No dia 24 de fevereiro, a Alphabet, dona do Google, divulgou que está processando a Uber por plagiar seu sistema Lidar, uma tecnologia de navegação usada para carros autônomos. Segundo a Alphabet, Anthony Levandowski, ex-engenheiro do Google, baixou 9,7 gigabytes de arquivos antes de sair da empresa. Depois, ele fundou a startup Otto, que oferecia tecnologia igual ao sistema Lidar. A startup foi comprada pela Uber.

Denúncia de assédio sexual

No dia 19 de fevereiro, Susan Fowler, funcionária da Uber, afirmou que sofreu assédio sexual de um gerente da companhia. Ela publicou em um blog americano prints de uma conversa em que seu superior usou um software interno de comunicação para exigir que ela fizesse sexo com ele. Ainda segundo Fowler, quando ela foi levar a denúncia para o RH, o departamento afirmou que não iria fazer nada contra o gerente. Um dia depois, Travis Kalanick falou que a empresa abriu uma investigação interna para analisar o caso.

Vínculo empregatício

No dia 14 de fevereiro, a Justiça brasileira reconheceu vínculo empregatício de um motorista da plataforma. A 33.ª Vara de Justiça do Trabalho de Belo Horizonte deu ganho de causa a um motorista que usou o aplicativo durante o ano de 2015 e que alegou ter direito a benefícios trabalhistas, como férias e FGTS. A decisão foi dada em primeira instância e cabe recurso.

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