Políticas de controle do desmate dependem da fatia do agronegócio no PIB

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17 Fevereiro 2017

Um estudo publicado na última edição da revista “Global Environmental Change” indica que a efetividade de políticas de controle do desmatamento é inversamente proporcional ao peso do agronegócio na economia de um país, pelo menos na América do Sul. Já eventos que envolvam a sociedade nessa discussão fortalecem estratégias de conservação.

A reportagem foi publicada por Ipam Amazônia, 16-02-2017.

Essas são algumas das conclusões obtidas pelos autores, nesta que é a primeira comparação já feita sobre a eficácia desse tipo de política em fronteiras de produção de commodities. O trabalho foca a Amazônia brasileira, o cerrado, o Chaco argentino, o Chiquitano boliviano e a mata atlântica do Paraguai.

Além do tamanho do agronegócio no PIB do país, também foram levadas em consideração questões como posse da terra, influência do mercado consumidor europeu, políticas voluntárias de conservação, valor ecológico dos biomas, existência de leis florestais e pressão social decorrente de situações extemporâneas – como o assassinato da freira Dorothy Stang em 2005, que acelerou a designação de 3 milhões de hectares de áreas protegidas no arco do desmatamento da Amazônia.

“A análise criteriosa da adoção e do impacto de políticas pode ajudar a construir evidências empíricas sobre como resolver o desafio global de reduzir o desmatamento tropical, já que as decisões políticas afetam o destino de milhões de hectares de florestas”, afirma Christoph Nolte, hoje na Universidade de Boston (EUA), principal autor do estudo.

Reduzir as emissões que ocorrem pelo desmatamento é uma das chaves para resolver o desafio das mudanças climáticas. A perda de floresta tropical representa cerca de 10% das emissões globais de gases de efeito estufa e é na maior parte resultado da expansão do uso de terras agrícolas.

O pesquisador de política ambiental do IPAM, Tiago Reis, um dos autores do estudo, explica que boa parte das experiências avaliadas pelo grupo vem do Brasil. “Temos muito o que acrescentar no debate sobre políticas públicas e privadas de conservação, com histórico de monitoramento do desmatamento e tratamento do problema nos momentos de alta e de baixa. Em outras palavras, o Brasil pode oferecer lições aprendidas sobre o fenômeno global do desmatamento”, afirma Reis.

Segundo ele, a análise evidencia o papel de relevância do agronegócio moderno na conservação ambiental. “A preservação presta importantes serviços ecossistêmicos, incluindo a manutenção de clima e água favoráveis à produção agrícola, e essa questão deve ser levada em consideração para a continuidade do próprio negócio, principalmente em fronteiras agrícolas”, diz o pesquisador.

O estudo pode ser visto no site da revista, em inglês aqui.

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